Balança teve déficit de US$ 1,2 bi no MA
Desempenho comercial foi o pior do estado nos últimos anos e o quinto maior déficit acumulado no país em 2008
ribamar cunha
subeditor de economia
O Maranhão registrou, em 2008, o pior desempenho em sua balança comercial, com um déficit histórico de US$ 1,2 bilhão. O saldo é quase 720% superior ao resultado de 2007, que também foi negativo (-US$ 176 milhões). Nos últimos três anos a balança estadual só tem acumulado déficits.
Entre oito estados mais o Distrito Federal que apresentaram déficit comercial ano passado, o Maranhão teve o quinto pior saldo no país, atrás de Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e São Paulo.
No Nordeste, o Maranhão apareceu com o segundo maior saldo negativo, superado apenas por Pernambuco, que registrou déficit comercial de US$ 1,5 bilhão. Os resultados dos dois estados puxaram para baixo a balança comercial da região, que encerrou 2008 com saldo negativo de US$ 272,4 milhões.
Embora em menor escala, quando comparado a Maranhão e Pernambuco, também registraram déficits na região os estados do Ceará (-US$ 281,5 milhões), Paraíba (-US$ 168,5 milhões) e Sergipe (-US$ 91,5 milhões).
Numa avaliação sobre o comportamento da balança comercial maranhense ano passado, por nove meses consecutivos – de fevereiro a outubro - o saldo foi negativo. Março se destacou com déficit no valor de US$ 434 milhões.
O desequilíbrio da balança comercial maranhense em 2008 pôde ser observado nos desempenhos das exportações e importações. De acordo com os dados consolidados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), enquanto o valor das vendas externas do estado cresceu 30% ano passado, as importações saltaram 74,35%.
Importações
Ano passado, as exportações do estado somaram US$ 2,8 bilhões. Em compensação, as importações atingiram a cifra de US$ 4,1 bilhões, o dobro do registrado em 2007. Entre os 30 municípios que mantiveram atividades de comércio exterior em 2008, somente São Luís comprou US$ 4 bilhões no mercado internacional, ocupando a oitava colocação entre os maiores municípios importadores no país.
Com o valor de US$ 4,1 bilhões, o Maranhão se destacou entre os maiores importadores na região Nordeste em 2008. Os demais são Bahia (US$ 6,5 bilhões), Pernambuco (US$ 2,4 bilhões) e Ceará (US$ 1,5 bilhão).
Segundo o MDIC, o estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Sergipe foram os únicos no Nordeste a registrar queda nas exportações em 2008 sobre o desempenho registrado em 2007, com índices que variaram de 4,7% a 23,8%.
http://imirante.globo.com/oestadoma/...codigo1=148372
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sábado, 17 de janeiro de 2009
Cai número de empresas abertas no MA
Cai número de empresas abertas no MA
Foram registradas 8.208 novas empresas ano passado no estado, uma redução de 2,67% em relação ao ano anterior
A Junta Comercial do Estado do Maranhão fechou o ano de 2008 com a realização do registro de 8.208 novas empresas. O resultado divulgado pela autarquia nesta última semana comprova que, apesar de uma relativa queda de 2,67% na comparação com igual período do ano passado, a abertura de empresas formais no estado evidencia o fortalecimento econômico do Maranhão.
O presidente da autarquia, Alberto Nogueira da Cruz, destaca que, do total de registros feitos, tomando-se por base apenas a constituição de empresas, a grande maioria é de empresário (antiga firma individual), representando 5.659 empresas formalizadas, seguida das sociedades empresárias limitadas com 2.520.
“São as sociedades empresárias limitadas e os empresários que fazem o grande movimento da Junta. Um dos termômetros com que se pode medir o crescimento da economia é exatamente esse: o registro de empresas na Junta Comercial. Entendemos que os números mostram, também, o grau de empreendedorismo que temos no Maranhão”, analisou Alberto Nogueira.
Ao fazer uma análise comparativa com 2007, o presidente da Jucema explicou que os números não foram superiores em decorrência de um conjunto de fatores que envolvem os processos de abertura, alteração e extinção de empresas, entre eles, uma melhor adaptação ao Cadastro Sincronizado pelo usuário e o dinamismo do próprio sistema, que ainda não está funcionando em sua plenitude.
“Os resultados que obtivemos de janeiro a dezembro de 2008 comprovaram a nossa previsão: a constituição de empresas apresentaria uma pequena queda, em decorrência da fase inicial da implantação do Cadastro Sincro-nizado”, lembrou.
TENDÊNCIA
De acordo com Alberto Nogueira, a tendência é de se chegar a números ainda mais significativos este ano com a vinda de novos empreendimentos para o estado. Alberto Nogueira destacou que os vetores apontam para a expansão e industrialização do Maranhão com o número de investimentos anunciados. “A concretização desses novos investimentos refletirá em oportunidades para a formalização das empresas locais”, garantiu Nogueira.
O número de empresas extintas ano passado foi 11% maior, comparado com o ano anterior, segundo o relatório divulgado pela Junta Comercial do Maranhão. “Este resultado é reflexo da decisão do Supremo Tribunal Federal que julgou inconstitucional a apresentação de Certidão Negativa de Débitos (CND) para o fechamento de empresas que estavam enquadradas na Lei Geral, decisão que, posteriormente, foi estendida para todas as demais empresas”, explicou o presidente da Jucema, Alberto Nogueira da Cruz.
De acordo com ele, a não exigência da Certidão Negativa de Débitos gerou um aumento significativo de alterações contratuais e o fechamento de empresas.
Foram registradas 8.208 novas empresas ano passado no estado, uma redução de 2,67% em relação ao ano anterior
A Junta Comercial do Estado do Maranhão fechou o ano de 2008 com a realização do registro de 8.208 novas empresas. O resultado divulgado pela autarquia nesta última semana comprova que, apesar de uma relativa queda de 2,67% na comparação com igual período do ano passado, a abertura de empresas formais no estado evidencia o fortalecimento econômico do Maranhão.
O presidente da autarquia, Alberto Nogueira da Cruz, destaca que, do total de registros feitos, tomando-se por base apenas a constituição de empresas, a grande maioria é de empresário (antiga firma individual), representando 5.659 empresas formalizadas, seguida das sociedades empresárias limitadas com 2.520.
“São as sociedades empresárias limitadas e os empresários que fazem o grande movimento da Junta. Um dos termômetros com que se pode medir o crescimento da economia é exatamente esse: o registro de empresas na Junta Comercial. Entendemos que os números mostram, também, o grau de empreendedorismo que temos no Maranhão”, analisou Alberto Nogueira.
Ao fazer uma análise comparativa com 2007, o presidente da Jucema explicou que os números não foram superiores em decorrência de um conjunto de fatores que envolvem os processos de abertura, alteração e extinção de empresas, entre eles, uma melhor adaptação ao Cadastro Sincronizado pelo usuário e o dinamismo do próprio sistema, que ainda não está funcionando em sua plenitude.
“Os resultados que obtivemos de janeiro a dezembro de 2008 comprovaram a nossa previsão: a constituição de empresas apresentaria uma pequena queda, em decorrência da fase inicial da implantação do Cadastro Sincro-nizado”, lembrou.
TENDÊNCIA
De acordo com Alberto Nogueira, a tendência é de se chegar a números ainda mais significativos este ano com a vinda de novos empreendimentos para o estado. Alberto Nogueira destacou que os vetores apontam para a expansão e industrialização do Maranhão com o número de investimentos anunciados. “A concretização desses novos investimentos refletirá em oportunidades para a formalização das empresas locais”, garantiu Nogueira.
O número de empresas extintas ano passado foi 11% maior, comparado com o ano anterior, segundo o relatório divulgado pela Junta Comercial do Maranhão. “Este resultado é reflexo da decisão do Supremo Tribunal Federal que julgou inconstitucional a apresentação de Certidão Negativa de Débitos (CND) para o fechamento de empresas que estavam enquadradas na Lei Geral, decisão que, posteriormente, foi estendida para todas as demais empresas”, explicou o presidente da Jucema, Alberto Nogueira da Cruz.
De acordo com ele, a não exigência da Certidão Negativa de Débitos gerou um aumento significativo de alterações contratuais e o fechamento de empresas.
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