Fim da Coliseu
Posso estar enganado, mas extinguir a Coliseu não foi um passo dado certo. A não ser que tenham encontrado uma brecha (as leis sempre têm brechas, tenha certeza). Se a empresa tem dívida de 140 milhões de reais, acabá-la não acaba com a dívida. Como a Prefeitura de São Luís tinha 93% das ações da empresa, a dívida fica com a prefeitura.
Quando contratou empresa privada para fazer a limpeza de São Luís, o prefeito Tadeu Palácio, ao que consta, pensou em extinguir a Coliseu. Mas teria sido informado de que a dívida seguiria com o município. A empresa tem passivo trabalhista e, é de supor, muitos outros tributos federais.
Por que Castelo resolveu extinguir a Coliseu?
Em primeiro lugar, é de espantar que ele a extinga sem que investigue responsabilidades. Mais: tem intenção de contratar outra empresa? Ou ficará somente com a Limpefort?
Alguma coisa não está certa nesta história. É aguardar.
Futuro. Em qualquer roda que se converse sobre política, surge o nome do deputado federal Flávio Dino (PCdoB) como possível candidato a governador em 2010. Não conversei com o deputado, mas tenho dito que acho muito difícil ele não assumir a Prefeitura de São Luís. O processo contra o prefeito Castelo é forte demais.
Futuro 2. Ainda especulando, sem falar com o deputado repita-se, se assumir a Prefeitura de São Luís não creio que ele se jogue numa empreitada de aventura. Flávio Dino tem tudo para fazer uma excelente administração se assumir a prefeitura. Restaria 2014, depois do teste de administrar São Luís, se realmente vier a ganhar a causa na Justiça.
Futuro 3. Com isso não quero dizer que o deputado Flávio Dino se recusa a ser candidato a governador. Evidentemente que tudo dependerá do processo político no ano de 2010. O que não depende da vontade do deputado, mas de toda uma conjuntura.
Jackson. Fonte pedetista, essa é a terceira, me garante que o ex-governador Jackson Lago (PDT) deseja sim ser candidato a governador em 2010. Que a candidatura a deputado federal, que disse aqui ser uma grande possibilidade, na verdade é quase uma impossibilidade. Vejam bem, só escrevo sobre o assunto baseado em fontes ligadas ao ex-governador.
Nepotismo. Colho essa pérola no Blog do Décio Sá: o diretor da Rádio Timbira, Juracy Vieira, empregou a irmã na emissora. Justificou com a qualificação da mesma. Desde quando qualificação apaga parentesco? E outra coisa, trazer à vida a morta Rádio Timbira é coisa de gente insana. O equívoco começou com Zé Reinaldo, passou por Jackson e se prolonga agora com Roseana. Ah, Maranhão...
Detalhe. Até ontem Juracy Vieira era Jackson Lago até debaixo d’àgua. Como é que mudou assim tão repentinamente? Coisas que nem Mãe Diná explica. Mas, como estamos no Maranhão, tudo é possível.
Enganado. Um leitor escreve (preservo nome, até porque não há razão para nominá-lo) para dizer que pareço desiludido com a politica. Engano. Não há como fugir da política. Esperar que a política seja o melhor dos mundos é não entender da vida um milímetro. E eu tenho certeza que o Maranhão vai cumprir seu ideal, como diria Chico Buarque.
Escrito por Roberto Kenard às 10h28
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Flávio Dino descarta reedição da “frente” e afirma: “o governo Jackson é um projeto que não deu certo”
Abaixo, tópicos da entrevista do deputado federal Flávio Dino (PCdoB) ao jornalista Márcio Henrique Sales (O Estado do Maranhão), durante seminário no qual esteve presente, ontem à noite, no Ceuma. Dino diz não ver sentido na reedição da “Frente de Libertação” e sugere que pode mesmo vir a disputar as eleições majoritárias de 2010:
Sobre a reedição da Frente - Em primeiro lugar não participei da primeira edição da Frente de Libertação, pois apenas apoiei o ex-governador Jackson Lago no segundo turno.
Sobre o governo Jackson Lago: não vejo sentido de reeditar um projeto que não deu certo por não ter cumprido a sua proposta de renovação.
Sobre os rumos do PCdoB em 2010: vamos buscar alianças a partir de março do próximo ano, mas vamos repetir o que fizemos nas eleições municipais, criar uma proposta alternativa em relação aos atuais modelos de política.
Sobre a relação com o governo Roseana: vamos continuar agindo como fizemos no governo Jackson Lago, tendo apenas uma relação institucional.
Do blog do Marco D'eça
Sobre a reedição da Frente - Em primeiro lugar não participei da primeira edição da Frente de Libertação, pois apenas apoiei o ex-governador Jackson Lago no segundo turno.
Sobre o governo Jackson Lago: não vejo sentido de reeditar um projeto que não deu certo por não ter cumprido a sua proposta de renovação.
Sobre os rumos do PCdoB em 2010: vamos buscar alianças a partir de março do próximo ano, mas vamos repetir o que fizemos nas eleições municipais, criar uma proposta alternativa em relação aos atuais modelos de política.
Sobre a relação com o governo Roseana: vamos continuar agindo como fizemos no governo Jackson Lago, tendo apenas uma relação institucional.
Do blog do Marco D'eça
A próxima seria a Emap?
Do blog do Professor Caio

Definitivamente, o sorumbático Jackson Lago por onde passa deixa sua marca de desgoverno e liberação total para os atos ilícitos.
Na Prefeitura de São Luís, o ex-bom velhinho (melhor ainda depois de cassado) e seus principais cupinchas (grupo “fechadinho”) conseguiram sucatear, dilapidar e falir a Coliseu. Sumiram com os caminhões, distribuíram dinheiro da empresa através de bilhetinhos, pagavam por serviços não prestados etc.
Resultado: São Luís virou um lixão a céu aberto!!!
Chegando ao governo do Estado, o macambúzio Jackson Lago e sua famigerada “turminha” escolheram, de início, a Caema, que já vinha mal das pernas!!!
Ali foram praticados os atos mais escabrosos de corrupção desse desgoverno cassado.
Simplesmente, os caras sucatearam a companhia e a usaram para suas ilicitudes, como convênios espúrios de abastecimento de água, acordo espúrio com empreiteiras, venda de terreno em reserva etc.
O resultado de toda essa patacoada foi São Luís ter se transformando numa ilha cercada de “merda” por todos os lados!!!
Contudo, vale perguntar: Se o sorumbático Jackson Lago continuasse no governo a Emap seria sua próxima vítima?
Acho que sim!!!
A estratégia de sucateamento, dilapidação do patrimônio e melhor acobertamento das ilicitudes ficam melhores executadas em empresas de economia mista.
Será se já não vinham fazendo? Procurem lembrar quem eram os diretores!!!
Não esqueçam a suspensão do PAC no Porto do Itaqui!!!

Definitivamente, o sorumbático Jackson Lago por onde passa deixa sua marca de desgoverno e liberação total para os atos ilícitos.
Na Prefeitura de São Luís, o ex-bom velhinho (melhor ainda depois de cassado) e seus principais cupinchas (grupo “fechadinho”) conseguiram sucatear, dilapidar e falir a Coliseu. Sumiram com os caminhões, distribuíram dinheiro da empresa através de bilhetinhos, pagavam por serviços não prestados etc.
Resultado: São Luís virou um lixão a céu aberto!!!
Chegando ao governo do Estado, o macambúzio Jackson Lago e sua famigerada “turminha” escolheram, de início, a Caema, que já vinha mal das pernas!!!
Ali foram praticados os atos mais escabrosos de corrupção desse desgoverno cassado.
Simplesmente, os caras sucatearam a companhia e a usaram para suas ilicitudes, como convênios espúrios de abastecimento de água, acordo espúrio com empreiteiras, venda de terreno em reserva etc.
O resultado de toda essa patacoada foi São Luís ter se transformando numa ilha cercada de “merda” por todos os lados!!!
Contudo, vale perguntar: Se o sorumbático Jackson Lago continuasse no governo a Emap seria sua próxima vítima?
Acho que sim!!!
A estratégia de sucateamento, dilapidação do patrimônio e melhor acobertamento das ilicitudes ficam melhores executadas em empresas de economia mista.
Será se já não vinham fazendo? Procurem lembrar quem eram os diretores!!!
Não esqueçam a suspensão do PAC no Porto do Itaqui!!!
As implicações de Castelo na falência da Coliseu
Do blog do Marco D'eça

O prefeito João Castelo (PSDB) entra agora na história como o responsável pela extinção da Coliseu, mas suas implicações na falência da companhia remotam aos idos de 1985.
Foi a partir da administração de dona Gardênia Gonçalves, mulher de Castelo, que a Coliseu começou a entrar em um ciclo de endividamento sem volta.
À época prefeita de São Luís, dona Gardênia comprou uma série de caminhões e equipamentos que, mais tarde, revelaram-se inutéis para a atividade da companhia.
Pior: inscreveu a Coliseu em uma dívida impagável com o antigo Consórcio Nacional Garavelo.
De lá para cá, a Coliseu veio se arrastando.
A dívida deixada por Gardênia se somou à incompetência gerencial do PDT de Jackson Lago. O endividamento da empresa transformou-se em uma bola de neve.
Aí veio a corrupção típica dos governos de Jackson Lago, com saques milionários na boca do caixa da empresa, resultando no rombo de R$ 140 milhões, agora absorvidos pela prefeitura.
Ou seja, ao longo de 20 anos, Gardenia endividou a Coliseu e Jackson Lago a saqueou. Para resolver o problema dos dois, Castelo simplesmente a extingue.
E o povo de São Luís, tão ordeiro e obediente, é quem vai pagar a conta…

O prefeito João Castelo (PSDB) entra agora na história como o responsável pela extinção da Coliseu, mas suas implicações na falência da companhia remotam aos idos de 1985.
Foi a partir da administração de dona Gardênia Gonçalves, mulher de Castelo, que a Coliseu começou a entrar em um ciclo de endividamento sem volta.
À época prefeita de São Luís, dona Gardênia comprou uma série de caminhões e equipamentos que, mais tarde, revelaram-se inutéis para a atividade da companhia.
Pior: inscreveu a Coliseu em uma dívida impagável com o antigo Consórcio Nacional Garavelo.
De lá para cá, a Coliseu veio se arrastando.
A dívida deixada por Gardênia se somou à incompetência gerencial do PDT de Jackson Lago. O endividamento da empresa transformou-se em uma bola de neve.
Aí veio a corrupção típica dos governos de Jackson Lago, com saques milionários na boca do caixa da empresa, resultando no rombo de R$ 140 milhões, agora absorvidos pela prefeitura.
Ou seja, ao longo de 20 anos, Gardenia endividou a Coliseu e Jackson Lago a saqueou. Para resolver o problema dos dois, Castelo simplesmente a extingue.
E o povo de São Luís, tão ordeiro e obediente, é quem vai pagar a conta…
Telma Pinheiro gastou dinheiro do PAC e obras ficaram empacadas

Do blog do Marcos D'eça
O secretário de Cidades, Filuca Mendes, exibiu hoje o estrago provocado pela gestão da ex-secretária Telma Pinheiro (PSDB) à frente das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em São Luís.
- O total de recursos para o sistema viário do PAC-Rio Anil é de R$ 116,8 milhões. Já foram gastos 64 milhões e menos de um quilômetro chegou a ser feito - disse o secretário.
O sistema viário, anunciado por Jackson Lago, deveria ligar a Camboa ao São Cristovão. Já deveria ter 64% concluído, mas só tem 24% do total.
Outros R$ 6,8 milhões - de um total de R$ 9 milhões foram gastos na cosntrução dos apartamentos e nada foi entregue. Pior, o total de 3 mil apartamentos foi reduzido para pouco mais de 2,5 mil.
O mais grave, segundo Filuca Mendes, é a forma de negociação do governo cassado de Jackson Lago (PDT) para garantir os recursos do PAC do governo federal.
- Todos os estados negociaram contrapartida de 10% ou, no máximo, 20%. No Maranhão, a contrapartida teve que ser de 50% porque o governo cassado negociou mal - afirmou Filuca Mendes. Para tentar resolver o problema, o secretário vai enegociar a contrapartida.
Filuca Mendes pretende ir a Brasília, em busca de renegociação dos prazos para que possa entregar as obras. “Até agosto deveremos entregar todos os apartamentos”, afirmou.
Cidadão vai pagar conta de R$ 1 milhão do futebol maranhense
Do blog do Marco D'eça

O governador em exercício João Alberto de Souza (PMDB), assinou agora à tarde decreto de “ajuda financeira” de R$ 400 mil para o Sampaio Corrêa e o Moto Clube de São Luís disputarem o Campeonato Brasileiro da terceira e quarta divisões, respectivamente.
Veja bem, terceira e quarta divisões. Séries C e D.
Em outras palavras, é o cidadão quem vai bancar a conta. Cada um dos clubes receberá R$ 200 mil.
Moto e Sampaio representam o que se pode chamar de “baixíssimo clero” do futebol brasileiro. O futebol maranhense é uma piada para o resto do páis.
Outros R$ 600 mil foram doados pelo prefeito João Castelo (PSDB) para os quatro clubes da capital.
Ou seja, apenas no primeiro semestre, os cofres públicos, o contribuinte maranhense e ludovicense, já bancaram os clubes de futebol - que a rigor são entidades privadas - com R$ 1 milhão.
R$ 1 milhão para cartolas que não cosneguem cuidar nem das próprias empresas.
Em defesa da ajuda - que, aliás, os clubes detestam ser chamada assim - os cronistas esportivos e cartolas maranhenses alegam que o poder público gasta também com São João, Carnaval e outras manifestações.
É verdade! E não deveria gastar.
A diferença é que, nestes eventos, há, pelo menos, o retorno do turismo. No caso dos times de futebol, o dinheiro acaba saindo pelo ralo, já que os resultados são pífios. O futebol maranhnse não atrai absolutamente nada.
Afinal, quarta divisão é o ápice da mediocridade esportiva…

O governador em exercício João Alberto de Souza (PMDB), assinou agora à tarde decreto de “ajuda financeira” de R$ 400 mil para o Sampaio Corrêa e o Moto Clube de São Luís disputarem o Campeonato Brasileiro da terceira e quarta divisões, respectivamente.
Veja bem, terceira e quarta divisões. Séries C e D.
Em outras palavras, é o cidadão quem vai bancar a conta. Cada um dos clubes receberá R$ 200 mil.
Moto e Sampaio representam o que se pode chamar de “baixíssimo clero” do futebol brasileiro. O futebol maranhense é uma piada para o resto do páis.
Outros R$ 600 mil foram doados pelo prefeito João Castelo (PSDB) para os quatro clubes da capital.
Ou seja, apenas no primeiro semestre, os cofres públicos, o contribuinte maranhense e ludovicense, já bancaram os clubes de futebol - que a rigor são entidades privadas - com R$ 1 milhão.
R$ 1 milhão para cartolas que não cosneguem cuidar nem das próprias empresas.
Em defesa da ajuda - que, aliás, os clubes detestam ser chamada assim - os cronistas esportivos e cartolas maranhenses alegam que o poder público gasta também com São João, Carnaval e outras manifestações.
É verdade! E não deveria gastar.
A diferença é que, nestes eventos, há, pelo menos, o retorno do turismo. No caso dos times de futebol, o dinheiro acaba saindo pelo ralo, já que os resultados são pífios. O futebol maranhnse não atrai absolutamente nada.
Afinal, quarta divisão é o ápice da mediocridade esportiva…
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Todo maranhense devia saber se VALERIA a pena ter Roseana de volta, agora sabem que sim.
Roseana fez em menos de dois meses mais do que Jackson Lago fez em quase duas décadas à frente da Prefeitura de São Luís e nos quase 3 anos no comando do desmantelo do Estado, apesar de todos os problemas.
sábado, 16 de maio de 2009
Refinaria Premium, um prêmio para o MA

15-05-2009 às 16:17:00
Protocolo define regras para construção da refinaria.
Protocolo de Entendimentos foi assinado, na manhã desta sexta-feira (15), em solenidade realizada, A Petrobras confirmou ao Governo do Maranhão que a Refinaria Premium será instalada no município de Bacabeira, a 60km de São Luís. O Protocolo de Entendimentos foi assinado, na manhã desta sexta-feira (15), em solenidade realizada, no Palácio dos Leões, pela governadora Roseana Sarney, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente em exercício da Petrobras, Renato Sousa Duque.
O documento foi assinado, também, pelo prefeito de Bacabeira, José Venâncio Correia, secretário de Estado de Indústria e Comércio, Maurício Macedo e presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Hermes Ferreira. A solenidade contou com a presença do vice-governador, João Alberto, do diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Allan Kardec Duailibe, secretários e gestores estaduais, deputados federais e estaduais, empresários e representantes de entidades comunitárias.
Instrumento que norteia a atuação das partes na implantação do empreendimento, o Protocolo de Entendimentos, definiu as ações e o cronograma de trabalho para instalação da refinaria, a maior da América Latina, com capacidade para produzir 600 mil barris de petróleo/dia.
Entre as exigências em torno de uma refinaria desse porte estão relacionadas questões que envolvem terreno, licenças ambientais, tributos, fornecimentos de água e energia e instalações portuárias.
A inserção da mão-de-obra local no empreendimento, assim como a contratação de empresas maranhenses, é uma determinação do governo estadual que está trabalhando estratégias para responder à demanda apresentada pela Petrobras.
Obra transformadora
“O projeto foi sonhado, planejado e construído em todas as suas etapas por pessoas que têm amor por esta terra”, declarou a governadora Roseana Sarney. Ela disse que a assinatura do protocolo, primeiro instrumento legal e necessário para viabilização da refinaria do Maranhão por parte do Estado, torna concreto o sonho de muitos anos.
“Estamos nos preparando para realizar uma obra transformadora para a economia do nosso estado. O Maranhão arranca definitivamente rumo ao desenvolvimento e, para cumprir a vocação de ser bom e generoso, em oportunidades para os maranhenses”, ressaltou.
A governadora disse que o empreendimento está sendo viabilizado graças ao reconhecimento e o apoio do presidente Lula, à determinação e o trabalho do ministro Edison Lobão e à visão de futuro do senador José Sarney. “Praticamente todos os setores da nossa economia serão beneficiados pelos impactos positivos por causa dessa obra. São mais de 100 mil empregos diretos e indiretos durante a sua construção”, informou Roseana Sarney. “Formalizaremos parcerias com as universidades e escolas para realização de cursos, capacitação de trabalhadores e para formação gerencial e de negócios”, assegurou.
O investimento será de U$ 20 bilhões para produção de óleo diesel, GLP, nafta e outros substratos do petróleo. A refinaria vai representar a abertura de mercado para empresas de todos os segmentos, de forma direta e indireta. Somente na cidade de Bacabeira deverão ser contratadas construtoras para serviços de abertura, ampliação e calçamento de ruas e avenidas, construção de prédios para escolas, hotéis, residências (para empregados da Petrobras e suas terceirizadas) e outros empreendimentos.
Fora esses, serão contemplados os investidores de serviços para atender a demanda nas áreas de ensino, turismo, gastronomia, hotelaria e muitos outros que terão forte impacto no comércio, na indústria e no setor agropecuário.
“Esse protocolo é a afirmação de um intercâmbio constante que manteremos com o Governo do Estado para viabilizar a refinaria no menor prazo possível”, revelou o presidente em exercício da Petrobras, Renato Sousa Duque.
“O Governo do Estado e a Petrobras uniram esforços para a implantação da refinaria. Serão 120 dias em que estaremos juntos prestando contas de cada etapa dos trabalhos”, ressaltou. Duque disse considerar a refinaria estratégica para a Petrobras e para o Maranhão, que foi escolhido por suas potencialidades. “Para mim, é uma honra viver esse momento histórico”.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a paisagem maranhense será outra dentro de pouco tempo, pois a refinaria será uma obra transformadora para o estado. “Estamos trabalhando firme para antecipar os prazos de implantação. Os serviços de terraplanagem teriam início só em 2010, mas esperamos começar a obra este ano”, anunciou.
Edição: Igor Leonardo
domingo, 10 de maio de 2009
Entenda UM dos motivos do IDH do estado ter caído tanto no governo de Jackson
Bandeira hasteada dessa maneira em sinal de protesto.11/05/2009
Maranhão poderá ter que devolver US$ 1 mi ao Bird
Marco Aurélio D’Eça
Da Editoria de Política
O desinteresse e as irregularidades cometidas pelo governo cassado de Jackson Lago (PDT) na aplicação dos recursos do Prodin, podem inviabilizar o Maranhão na obtenção de novos créditos do Banco Interamericano para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). A governadora Roseana Sarney (PMDB) tem até 30 de junho para devolver cerca de US$ 1,1 milhão - em cuja aplicação foram detectados vícios de licitação - e prestar contas de outro US$ 1,3 milhão, supostamente aplicado, para voltar a se habilitar no banco. Caso contrário, perderá o crédito de US$ 6 milhões previstos para investimentos em qualificação de mão-de-obra e geração de emprego e renda.
A obtenção do financiamento do Prodin foi a maior mentira política usada pelo então governador José Reinaldo Tavares (PSB) para eleger seu sucessor, Jackson Lago, depois cassado por corrupção eleitoral. Eles venderam à população de São Luís e do interior a impressão de que o dinheiro – cerca de US$ 30 milhões – seria fundamental para “o fim da pobreza no Maranhão”. Na época, em 2006, José Reinaldo e Jackson chegaram a fazer marcha de trabalhadores a Brasília, acusando os então senadores maranhenses de impedirem a liberação dos créditos. Tudo organizado para influenciar na eleição de Jackson.
O dinheiro foi disponibilizado, mas Jackson só contratou US$ 16,8 milhões. Outros US$ 2,4 milhões chegaram a ser empenhados, mas o Bird detectou irregularidades na licitação para aplicação de US$ 1,1 milhão.
Desde o início de 2008, Jackson Lago simplesmente abandonou o projeto, deixando para trás cerca de US$ 11 milhões. Após reiteradas cobranças ao governo maranhense, o Banco Mundial decidiu encerrar provisoriamente a conta em 31 de dezembro do ano passado por falta de interesse na movimentação. O banco agora cobra o reembolso destes US$ 1,1 milhão, segundo documentos enviados ao governador cassado.
Para voltar a ter crédito no Bird, o governo Roseana terá que devolver os US$ 1,1 milhão e explicar como foram gastos US$ 1,3 milhão no governo Jackson. Mas a habilitação – se for conseguida, diante da carência de recursos vivida pelo estado - só vale para créditos futuros. Os outros US$ 11 milhões que seriam aplicados no combate à pobreza já não podem mais ser recuperados.
Mais
O que é o Prodin?
Programa do Banco Mundial para investimentos em saneamento e abastecimento d’água em áreas de extrema pobreza, com objetivo de melhorar os índices de desenvolvimento humano.
Números
- Valor do financiamento: US$ 33 milhões
- Valor contratado: US$ 16,8 milhões
- Valor apenas empenhado: US$ 2,4 milhões
- Valor com irregularidades: US$ 1,1 milhão
- Valor sem prestação de contas: US$ 1,3 milhão
- Valor desperdiçado: US$ 11 milhões
Banco fez cobranças ao governo
Não foi por falta de aviso do Banco Mundial que Jackson Lago deixou o contrato do Prodin colocar o Maranhão em situação de inadimplência. No dia 11 de dezembro de 2008, o então diretor do Bird para o Brasil, Jonh Briscoe, encaminhou a Jackson Lago carta em que alerta sobre “falhas em licitação em certo número de contratos”. Nem uma resposta foi dada pelo então governador.
Em 13 de março deste ano, nova correspondência, desta vez assinada por Makhtar Diop, gerente da Equipe de Tarefas do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da América Latina e Região Caribenha. Referindo-se novamente às falhas nas licitações, Diop cobra abertamente de Jackson Lago: “nossa requisição ao mutuário (...) é para reembolsar ao Banco o montante de U$ 1,091,991.74”.
A cobrança inicial do Bird era para que o governador encerrasse a conta até o dia 30 de abril, com o reembolso do que foi aplicado irregularmente. Na carta datada de 13 de março – 10 dias após a cassação de Jackson no TSE - o representante do banco chega a propor formação de uma missão para tratar diretamente com o secretário de Planejamento, Aziz Santos, secretário de Agricultura, Domingos Paz, e o coordenador do NEP, sobre os trâmites para fechamento da conta especial.
http://imirante.globo.com/oestadoma/...gina153283.asp
A São Luís que Jackson Lago não construiu…
Ter, 07/04/09por Marco D'Eca
Diante da polêmica causada pela discussão sobre a autoria das obras que renderam ao Maranhão avanços no seu desenvolvimento, republico aqui texto de setembro de 2006, que esclarce de uma vez por todas quem fez o quê na capital maranhense. Não há o que se questinar diante dos fatos:
Que tal um passeio por São Luís? Como ponto de partida, imaginemos a entrada da cidade, no Tirirical. Se chegou por terra, o caminho foi a BR-135, CUJA DUPLICAÇÃO FOI FEITA NO GOVERNO ROSEANA SARNEY. Se veio pelo ar, teve à disposição um aeroporto modernizado, em convênio com o Governo Federal, também por Roseana.
Há dois caminhos para se chegar ao Centro: pela Avenida dos Franceses há, no Outeiro da Cruz, o VIADUTO DO CAFÉ, CONSTRUÍDO NO GOVERNO CAFETEIRA. MAIS À FRENTE, OUTRO VIADUTO, O DO CARATATIUA, CONSTRUÍDO NO GOVERNO ROSEANA. Entre eles, o Castelão, obra do governo João Castelo.
Se a opção for pela Cohab, a AVENIDA É A GUAJAJARAS, RECUPERADA NO GOVERNO ROSEANA.
Seguindo pela Jerônimo de Albuquerque, passa-se pelo VIADUTO DA COHAB E VIADUTO DA COHAMA, OBRAS DO GOVERNO ROSEANA SARNEY. Neste trecho, outras duas opções: seguir em frente pelo Cohafuma, onde se encontra, lá à frente, o VIADUTO DO CALHAU, OBRA DE ROSEANA, ou entrar pelo Ipase, onde vai-se passar pela PONTE SOBRE O RIO ANIL, CONSTRUÍDA NO GOVERNO CAFETEIRA.Aqueles que optaram pelo Cohafuma, vão encontrar, ainda, a PONTE BANDEIRA TRIBUZZI, INAUGURADA NO GOVERNO JOÃO CASTELO, ou a PONTE JOSÉ SARNEY, no São Francisco, CONSTRUÍDA POR ELE MESMO.
Chegou-se ao Centro. À disposição, na Praia Grande, o PROJETO REVIVER, OBRA DE VALOR HISTÓRICO-ARQUITETÔNICO DO GOVERNO CAFETEIRA, E A RECUPERAÇÃO DA OUTRA PARTE DA ÁREA, REALIZADA POR ROSEANA SARNEY. Inclui-se nestas obras a construção do novo TERMINAL HIDROVIÁRIO DE SÃO LUÍS. Roseana fez ainda o Viva Madre Deus, a recuperação da Igreja do Desterro e da Capela de São Pedro. CAFETEIRA FEZ O ATERRO DO BACANGA e a duplicação da Avenida dos Africanos. A BARRAGEM QUE LIGA A ILHA AO CONTINENTE, VIA ÁREA ITAQUI-BACANGA, É OBRA DE SARNEY.
São Luís também tem uma das mais belas áreas litorâneas do país. Vamos conhecê-la?
Pela ponte José Sarney pode-se ir à Ponta D’Areia pela AVENIDA FERREIRA GULLAR, OBRA DE ROSEANA, ou pela Castelo Branco. Em frente à praia, há um dos mais belos cartões postais da Cidade, A LAGOA DA JANSEN, OUTRA OBRA DE ROSEANA. Segue-se então para o Calhau, pela Avenida dos Holandeses, duplicada por Cafeteira. A AVENIDA LITORÂNEA, OBRA DO GOVERNO LOBÃO, COBRE TODAS AS PRAIAS, DO CALHAU AO OLHO D’ÁGUA.
Seguindo-se pela Holandeses, vai-se ao Araçagy, pela AVENIDA DUPLICADA E MODERNIZADA NO GOVERNO ROSEANA SARNEY. Se quiser, pode-se dar um pulinho até São José de Ribamar, pela estrada da Maioba, asfaltada por Roseana, ou pela Estrada de Ribamar, duplicada por ela até o Maiobão.
Agora voltemos ao ponto de partida. Mentalmente, tira-se todas essas obras.
O QUE SOBRA? NADA! ESTA É A OBRA DE JACKSON LAGO EM 20 ANOS DE CONTROLE NA CAPITAL MARANHENSE.
http://colunas.imirante.com/marcosde...nao-construiu/
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Diante da polêmica causada pela discussão sobre a autoria das obras que renderam ao Maranhão avanços no seu desenvolvimento, republico aqui texto de setembro de 2006, que esclarce de uma vez por todas quem fez o quê na capital maranhense. Não há o que se questinar diante dos fatos:
Que tal um passeio por São Luís? Como ponto de partida, imaginemos a entrada da cidade, no Tirirical. Se chegou por terra, o caminho foi a BR-135, CUJA DUPLICAÇÃO FOI FEITA NO GOVERNO ROSEANA SARNEY. Se veio pelo ar, teve à disposição um aeroporto modernizado, em convênio com o Governo Federal, também por Roseana.
Há dois caminhos para se chegar ao Centro: pela Avenida dos Franceses há, no Outeiro da Cruz, o VIADUTO DO CAFÉ, CONSTRUÍDO NO GOVERNO CAFETEIRA. MAIS À FRENTE, OUTRO VIADUTO, O DO CARATATIUA, CONSTRUÍDO NO GOVERNO ROSEANA. Entre eles, o Castelão, obra do governo João Castelo.
Se a opção for pela Cohab, a AVENIDA É A GUAJAJARAS, RECUPERADA NO GOVERNO ROSEANA.
Seguindo pela Jerônimo de Albuquerque, passa-se pelo VIADUTO DA COHAB E VIADUTO DA COHAMA, OBRAS DO GOVERNO ROSEANA SARNEY. Neste trecho, outras duas opções: seguir em frente pelo Cohafuma, onde se encontra, lá à frente, o VIADUTO DO CALHAU, OBRA DE ROSEANA, ou entrar pelo Ipase, onde vai-se passar pela PONTE SOBRE O RIO ANIL, CONSTRUÍDA NO GOVERNO CAFETEIRA.Aqueles que optaram pelo Cohafuma, vão encontrar, ainda, a PONTE BANDEIRA TRIBUZZI, INAUGURADA NO GOVERNO JOÃO CASTELO, ou a PONTE JOSÉ SARNEY, no São Francisco, CONSTRUÍDA POR ELE MESMO.
Chegou-se ao Centro. À disposição, na Praia Grande, o PROJETO REVIVER, OBRA DE VALOR HISTÓRICO-ARQUITETÔNICO DO GOVERNO CAFETEIRA, E A RECUPERAÇÃO DA OUTRA PARTE DA ÁREA, REALIZADA POR ROSEANA SARNEY. Inclui-se nestas obras a construção do novo TERMINAL HIDROVIÁRIO DE SÃO LUÍS. Roseana fez ainda o Viva Madre Deus, a recuperação da Igreja do Desterro e da Capela de São Pedro. CAFETEIRA FEZ O ATERRO DO BACANGA e a duplicação da Avenida dos Africanos. A BARRAGEM QUE LIGA A ILHA AO CONTINENTE, VIA ÁREA ITAQUI-BACANGA, É OBRA DE SARNEY.
São Luís também tem uma das mais belas áreas litorâneas do país. Vamos conhecê-la?
Pela ponte José Sarney pode-se ir à Ponta D’Areia pela AVENIDA FERREIRA GULLAR, OBRA DE ROSEANA, ou pela Castelo Branco. Em frente à praia, há um dos mais belos cartões postais da Cidade, A LAGOA DA JANSEN, OUTRA OBRA DE ROSEANA. Segue-se então para o Calhau, pela Avenida dos Holandeses, duplicada por Cafeteira. A AVENIDA LITORÂNEA, OBRA DO GOVERNO LOBÃO, COBRE TODAS AS PRAIAS, DO CALHAU AO OLHO D’ÁGUA.
Seguindo-se pela Holandeses, vai-se ao Araçagy, pela AVENIDA DUPLICADA E MODERNIZADA NO GOVERNO ROSEANA SARNEY. Se quiser, pode-se dar um pulinho até São José de Ribamar, pela estrada da Maioba, asfaltada por Roseana, ou pela Estrada de Ribamar, duplicada por ela até o Maiobão.
Agora voltemos ao ponto de partida. Mentalmente, tira-se todas essas obras.
O QUE SOBRA? NADA! ESTA É A OBRA DE JACKSON LAGO EM 20 ANOS DE CONTROLE NA CAPITAL MARANHENSE.
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domingo, 3 de maio de 2009
Só deu ladrão no governo Jackson Lago…

Dom, 03/05/09por Marco D'Eca |categoria Cassação de Jackson LagoA julgar pelas notícias diárias de roubalheira em todas as pastas da administração, parece que Jackson Lago (PDT) não montou uma equipe para governar. Montou foi uma quadrilha para roubar o dinheiro público.
Não há uma só secretaria onde não se tenha denúncia de corrupção ou exemplos de inoperância e incompetência.
Jackson Lago é absolutamente incompetente, mas pouca gente além de mim acreditava, antes do seu governo, ser ele também corrupto.
Mas é. Ninguém roubaria em seu governo se não tivesse, pelo menos, a sua complacência.
E foi roubo pra cá e pra lá, roubo para todo lado…
Os ladrões atuaram em todas as frentes. Na Caema, para sucatear a empresa, como fizeram com a Coliseu nos tempos de prefeitura. Na Infra-estrutura o dinheiro jorrou como água por baixo das pontes fantasmas. A Secretaria de Meio Ambiente se transformou em um ninho de larápios. Gente saiu tão rico da Juventude - dizem as denúncias - que já não sabe nem como esconder tanto dinheiro.
Até a Casa Civil poderia ter a sigla mudada para “Co-Vil”, dado o tamanho do escoadouro de dinheiro público.
Diante do quadro já comprovado pelas auditorias que vêm sendo feitas em todas as pastas, só se pode chegar a uma conclusão:
Só deu ladrão no governo Jackson Lago…
sábado, 2 de maio de 2009
Secom gastou R$ 2 mi em eventos “balaios”

Duas das verbas da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), totalmente esgotadas nos últimos dias do governo Jackson Lago, foram gastas no pagamento de despesas da frustrada tentativa de mobilização dos defensores do mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico e captação de sufrágios (compra de voto). A chamada “balaiada jackista” consumiu quase R$ 2 milhões entre 10 de fevereiro e 7 de abril, só com montagens de palcos e de sonorização.
Duas “fornecedoras de serviços” contratadas pela Secom gastaram em um período de menos de 60 dias mais de 100% da verba que deveria ser utilizada durante todo o ano de 2009. Os recursos para montagem de palcos tiveram que ser aditivados em R$ 308.375,00 no dia 23 de março, praticamente uma semana antes do ato final da “balaiada jackista”, realizado na Praça Deodoro dia 1º de abril, com a presença da sambista Beth Carvalho.
Marcelo Nunes de Oliveira GP Produção e Sonorização sacou R$ 659.768,00, e Núcleo Arquitetura de Empreendimento Ltda. recebeu R$ 1.305.000,00. Da conta de sonorização restou um saldo de R$ 4.432,00, e da montagem de palcos sobraram R$ 275,00.
Faturas - Da conta de sonorização, a primeira fatura do ano foi paga em 10 de fevereiro, cinco dias antes da abertura oficial do orçamento de 2009, no valor de R$ 245.140,00. No dia 4 de março, quando o ex-governador Jackson Lago amanheceu cassado (mas ainda com o direito de ficar no governo até que os Embargos de Declaração fossem julgados), foram pagos mais R$ 239.996,00. No dia 7 de abril, quando se aproximava a cassação definitiva, foram quitadas mais duas faturas, uma de R$ 5.096,00 e outra de R$ 17.024,00.
Das contas da Secretaria de Esportes e da Juventude, surgem mais despesas com sonorização do período da “balaiada jackista” - algo em torno de R$ 5 milhões. Mas esses dados ainda não foram inteiramente confirmados pelos auditores que se debruçam sobre essas contas. Falta saber quem recebeu e em qual período as faturas foram pagas.
Para montagem de palcos com dinheiro da Secom, a primeira fatura do ano foi de R$ 720.000,00, no dia 26 de fevereiro; a segunda foi de R$ 200.000,00, dia 27 de março; a terceira foi de R$ 76.900,00, em 6 de abril; e a última, já fruto de um aditivo de última hora, de R$ 308.100,00, foi paga em 13 de abril, três dias antes da cassação definitiva.
Pagamento por serviços inexistentes
Uma verba de R$ 1.200.00,00 licitada para a publicidade da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) pode ter sido parcialmente distribuída sem que um serviço sequer tenha sido fornecido pelas empresas vencedoras.
Trata-se do processo de licitação 015/2008, dividido em três lotes. O maior deles, de R$ 600.000,00 (o equivalente a 50% do total), foi vencido pela desconhecida Markins Comunicações Ltda. A segunda maior cota, de 30% (R$ 360.000,00), teve a Open Door como vencedora. E a menor delas, de 20% (R$ 240.000,00), ficou com a AB Propaganda.
A ata de homologação dos resultados foi publicada no dia 10 de fevereiro passado, mas daquela data até a saída de Jackson Lago do comando do estado nenhum serviço foi encomendado a nenhuma das três agências. Mesmo assim, no dia 7 de abril, uma semana antes do afastamento definitivo do ex-governador, as três agências foram chamadas para apresentarem faturas “cheias”, ou seja, com os valores totais das verbas a serem administradas.
A AB Propaganda não apresentou a fatura. A Open Door, segundo levantamentos preliminares, também não se arriscou a receber pelo serviço não prestado. Resta saber de que forma procedeu a Markins, que teria apresentado a fatura, mas ainda não se sabe se seus diretores recolheram o dinheiro.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Tucanagem e roubo
Extraído do blog do Kenard
O governador cassado Jackson Lago (PDT) tem dito a interlocutores que pretende candidatar-se a governador em 2010, com o apoio dos tucanos. Como destruiu as finanças do Estado e deixou que amigos de sempre saqueassem as burras da Viúva, deve ter em pouca conta a inteligência do povo maranhense.
Ontem foi a Caema. A empresa Morada Nova conseguiu na Justiça, em tempo recorde, o avanço nas contas da Companhia de Água. Advogados e diretores nada fizeram para evitar a sangria, numa atitude mais que suspeita. É a herança maldita de Jackson Lago.
Fala-se também que José Reinaldo Tavares (PSB) pretende passar para o PSDB. A razão é simples: o PT de Lula estará com Roseana em 2010. Entre tantas acusações do período que governou o Maranhão, a pior é a de ter elegido Jackson Lago. José Reinaldo mostrou, com isso, que a briga contra Sarney estava acima do bem-estar do povo maranhense. Do contrário teria se mostrado pelo menos mais seleto.
De que todos sempre foram contra o Governo Lula não há dúvidas. Jackson, por exemplo, tratou de eleger dois tucanos para as duas principais cidades do Maranhão: São Luís (João Castelo) e Imperatriz (Sebastião Madeira). Sem falar nos cargos principais do seu desgoverno, todos ocupados por tucanos.
O Governo Roseana Sarney precisa, depois de todos os levamentamentos, denunciar todas as falcatruas do governador cassado e de sua tropa de choque.
Os que não tinham idéia de quem são eles, certamente ficarão de queixo caído. E mudarão de opinião. É só esperar.
Piada. Jackson Lago falar em oligarquia Sarney é uma piada grotesca. O PDT passou 20 anos mamando nas tetas da Prefeitura de São Luís. Em 2000, para se releger Jackson fez aliança com Roseana. Aí não era oligarquia.
Piada 2. E o que são os Lago? Ao se eleger governador, Jackson nomeou todos os parentes no governo. Transformou-se em campeão de nepotismo do Brasil. Coisa que não ocorreu nos dois governos de Roseana Sarney.
O governador cassado Jackson Lago (PDT) tem dito a interlocutores que pretende candidatar-se a governador em 2010, com o apoio dos tucanos. Como destruiu as finanças do Estado e deixou que amigos de sempre saqueassem as burras da Viúva, deve ter em pouca conta a inteligência do povo maranhense.
Ontem foi a Caema. A empresa Morada Nova conseguiu na Justiça, em tempo recorde, o avanço nas contas da Companhia de Água. Advogados e diretores nada fizeram para evitar a sangria, numa atitude mais que suspeita. É a herança maldita de Jackson Lago.
Fala-se também que José Reinaldo Tavares (PSB) pretende passar para o PSDB. A razão é simples: o PT de Lula estará com Roseana em 2010. Entre tantas acusações do período que governou o Maranhão, a pior é a de ter elegido Jackson Lago. José Reinaldo mostrou, com isso, que a briga contra Sarney estava acima do bem-estar do povo maranhense. Do contrário teria se mostrado pelo menos mais seleto.
De que todos sempre foram contra o Governo Lula não há dúvidas. Jackson, por exemplo, tratou de eleger dois tucanos para as duas principais cidades do Maranhão: São Luís (João Castelo) e Imperatriz (Sebastião Madeira). Sem falar nos cargos principais do seu desgoverno, todos ocupados por tucanos.
O Governo Roseana Sarney precisa, depois de todos os levamentamentos, denunciar todas as falcatruas do governador cassado e de sua tropa de choque.
Os que não tinham idéia de quem são eles, certamente ficarão de queixo caído. E mudarão de opinião. É só esperar.
Piada. Jackson Lago falar em oligarquia Sarney é uma piada grotesca. O PDT passou 20 anos mamando nas tetas da Prefeitura de São Luís. Em 2000, para se releger Jackson fez aliança com Roseana. Aí não era oligarquia.
Piada 2. E o que são os Lago? Ao se eleger governador, Jackson nomeou todos os parentes no governo. Transformou-se em campeão de nepotismo do Brasil. Coisa que não ocorreu nos dois governos de Roseana Sarney.
domingo, 26 de abril de 2009
Onde está todo esse dinheiro?
26/04/2009
Receita gorda
Os números agora são definitivos, e não é possível ignorá-los diante de tudo o que está sendo revelado com a mudança de comando no governo estadual. Durante os 27 meses em que existiu, o governo liderado pelo pedetista Jackson Lago recebeu exatos R$ 8 bilhões 113 milhões 803 mil 129 reais e 10 centavos somente em transferências federais, segundo está nítida e expressivamente informada pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão da União responsável pela definição dos valores das transferências constitucionais para os estados.
Foram R$ 2 bilhões, 826 milhões 962 mil 503 reais e 43 centavos no exercício de 2007, R$ 3 bilhões 387 milhões 999 mil 746 reais e 41 centavos ao longo do exercício de 2008 e R$ 805 milhões 165 mil 351 reais e 7 centavos. Esses valores somados e divididos pelos 27 meses do governo cassado representam uma média de R$ 300 milhões 511 mil e 227 reais por mês.
E não se diga que foram recursos pulverizados sazonalmente por essa ou naquela fonte da União. O dinheiro jorrou mensalmente para as contas do governo estadual, na forma, por exemplo, de Fundo de Participação dos Estados (FPE) – R$ 2,8 bilhões em 2007, R$ 2,3 bilhões e R$ 805 milhões em 2009. O dinheiro destinado à Educação, por meio do Fundeb, também jorrou bem naquele período: R$ 366,8 milhões em 2007, R$ 461,8 milhões em 2008 e R$ 137 milhões só nos primeiros três meses de 2009.
Transferências de menor expressão também injetaram bons trocados nas contas do Maranhão no período em que o PDT mandou e desmandou no Maranhão. Um exemplo: a CIDE, cujos recursos são destinados às estradas, mandou R$ 65,3 milhões.
Atenção: além dessa bolada, o governo de Jackson Lago embolsou pelo menos R$ 6 bilhões em ICMS e outros impostos estaduais durante os 27 meses em que existiu, o que representou uma movimentação financeira de R$ 14,5 bilhões em longo daquele período. Isso representou aproximadamente R$ 530 milhões por mês.
Dinheiro grande, que os maranhenses agora querem saber em que foi gasto.
Receita gorda
Os números agora são definitivos, e não é possível ignorá-los diante de tudo o que está sendo revelado com a mudança de comando no governo estadual. Durante os 27 meses em que existiu, o governo liderado pelo pedetista Jackson Lago recebeu exatos R$ 8 bilhões 113 milhões 803 mil 129 reais e 10 centavos somente em transferências federais, segundo está nítida e expressivamente informada pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão da União responsável pela definição dos valores das transferências constitucionais para os estados.
Foram R$ 2 bilhões, 826 milhões 962 mil 503 reais e 43 centavos no exercício de 2007, R$ 3 bilhões 387 milhões 999 mil 746 reais e 41 centavos ao longo do exercício de 2008 e R$ 805 milhões 165 mil 351 reais e 7 centavos. Esses valores somados e divididos pelos 27 meses do governo cassado representam uma média de R$ 300 milhões 511 mil e 227 reais por mês.
E não se diga que foram recursos pulverizados sazonalmente por essa ou naquela fonte da União. O dinheiro jorrou mensalmente para as contas do governo estadual, na forma, por exemplo, de Fundo de Participação dos Estados (FPE) – R$ 2,8 bilhões em 2007, R$ 2,3 bilhões e R$ 805 milhões em 2009. O dinheiro destinado à Educação, por meio do Fundeb, também jorrou bem naquele período: R$ 366,8 milhões em 2007, R$ 461,8 milhões em 2008 e R$ 137 milhões só nos primeiros três meses de 2009.
Transferências de menor expressão também injetaram bons trocados nas contas do Maranhão no período em que o PDT mandou e desmandou no Maranhão. Um exemplo: a CIDE, cujos recursos são destinados às estradas, mandou R$ 65,3 milhões.
Atenção: além dessa bolada, o governo de Jackson Lago embolsou pelo menos R$ 6 bilhões em ICMS e outros impostos estaduais durante os 27 meses em que existiu, o que representou uma movimentação financeira de R$ 14,5 bilhões em longo daquele período. Isso representou aproximadamente R$ 530 milhões por mês.
Dinheiro grande, que os maranhenses agora querem saber em que foi gasto.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Showmício em dia errado.
Do blog do Colunão
quarta-feira, 1 de abril de 2009
MA: erraram foi o dia do comício
Nada assinala melhor o caráter artificial e farsesco do suposto “movimento em defesa da democracia no Maranhão” que o comício realizado ontem (31) na praça Deodoro, centro de São Luís. Cerca de 30 ônibus transportaram manifestantes trazidos da periferia e do interior do estado, mas nem assim a população ressabiada aderiu ao chamado dos organizadores.
As fotos publicadas hoje no Imparcial e no Jornal Pequeno, ambos governistas, são eloquentes: evitam o “plano geral” (que mostraria o conjunto da cena) para não ter que admitir que faltava gente e sobrava espaço na praça.
No segundo turno eleitoral de 2006, segundo os registros do TRE-MA, o Jackson Lago (PDT) recebeu 66,6 % dos votos válidos de São Luís. Se o governador não estivesse tão desgastado por dois anos de desordem, incompetência e corrupção — além da prisão de parentes e auxiliares suspeitos de crime, e seguidos conflitos com professores, policiais civis, agentes penitenciários e defensores públicos — era de se esperar que os eleitores aderissem à milionária campanha oficial contra o TSE.
Não é o que acontece. A população não se anima nem com a derrota de Jackson, nem com o iminente retorno de Roseana Sarney (PMDB). Pesquisas indicam que a rejeição do governador na capital ultrapassa 70 por cento.
Fabulação marqueteira
Mas não é só que a mobilização tenha fracassado. É que seus pretextos não passam de engodo. Segundo a propaganda governista, o evento serviria ao duplo objetivo de “repudiar a ditadura instaurada em 31 de março de 1964” e defender o “mandato popular”.
A ideia era convencer os indecisos de que a cassação do mandato do governador, por abusos cometidos por ele e pelo ex-governador José Reinaldo na eleição de 2006, representa um ato equivalente ao que os militares desfecharam em 1964 contra o presidente João Goulart.
Na fabulação dos marqueteiros, é como se a democracia restaurada em 1985 excluísse a hipótese de cassar mandatos obtidos por meios fraudulentos, entre os quais a transferência de pelo menos R$ 700 milhões para prefeituras alinhadas com o candidato oficial, parte dos quais no período vedado pela legislação.
Como se fosse característico das ditaduras o exame de argumentos e provas durante mais de dois anos, antes que cinco dos sete ministros eleitorais, inclusive três do Supremo Tribunal Federal, se declarassem convencidos de que a cassação é necessária. Ou como se a posse de Roseana como governadora eleita, deferida por 6 dos 7 ministros do TSE, mas ainda passível de revisão no STF, fosse o mesmo que o gorilaço que transformou em presidente o marechal Castelo Branco.
Opção pela direita
Jackson foi três vezes prefeito de São Luís e está governador há 27 meses. No exercício desses cargos, inúmeras vezes viu passar o 31 de março sem que lhe ocorresse promover comícios contra a ditadura de 64.
Nem poderia. Muitos de seus principais aliados e auxiliares foram beneficiários da ditadura. O secretário da Educação, Lourenço Vieira, presidente do Incra no governo Geisel — época de intensa grilagem de terras na Amazõnia Legal — militava no esquema político-militar do general Sylvio Frota, protetor dos DOI-CODIs e inimigo da “abertura”. O chefe da Casa Civil é o ex-malufista Aderson Lago (PSDB), notório titular do escândalo Ópera Prima (acharam dinheiro desviado da Saúde pública na conta de um filho dele).
O resto é dominado por tucanos ou equivalentes e ex-sarneístas renegados ou refugados. Aos partidos de esquerda, PT e PCdoB, Jackson reservou secretarias irrelevantes ou meramente “adjuntas”, onde é justo reconhecer que a maioria nada acrescenta em eficiência e alguns nem mesmo em probidade. Numa disputa entre esquerda e direita, como ocorreu na eleição municipal do ano passado — PSDB versus PCdoB — o governador fez clara opção pela direita.
Relíquia do golpe
A insinceridade do “repúdio ao golpe” — assim proclamado pela imprensa governista — evidenciu-se ainda mais no próprio comício. Quem estava lá, ombro a ombro com Jackson, João Pedro Stédile (MST), Domingos Dutra (deputado federal PT) e com a cantora brizolista Beth Carvalho? Além de Aderson e Lourenço, ninguém menos que o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), estrela maior da constelação tucano-direitista no Maranhão.
Indicado por Sarney, escolhido pelos generais Geisel e Figueiredo e “eleito” indiretamente por uma Assembleia submissa à corneta militar, Castelo foi justamente o último governador imposto ao Maranhão pela ditadura de 64. É quase uma relíquia daqueles tempos, mais ainda que o próprio Sarney, cuja carreira iniciou-se antes de 64 e não exerceu mandato “biônico”.
Castelo, a bem da verdade, nunca pecou por incoerência ideológica. Vinte anos depois do golpe, quando se tratava de escolher entre um civil apoiado pela direita reacionária e o candidato da restauração democrático, preferiu Maluf a Tancredo Neves. E não se diga que foi por causa apenas de Sarney, vice de Tancredo, com quem já estava rompido. Adversários como os baianos ACM e Waldir Pires, ou como os paulistas Quércia e Fernando Henrique conviviam no movimento Tancredo-já.
Não é o caso de condená-lo à proscrição eterna por causa disso. Foi governador e senador na ditadura, votou para que não acabasse. Mas a ditadura acabou e não é mais por causa dela que Castelo marca presença na política do Maranhão há quase 40 anos.
Dá até talvez para perdoá-lo por subir num palanque de 31 de março “contra o golpe e em defesa da democracia”. Primeiro porque — forçando um pouco... — ele e os seus jamais admitiram que 1964 foi um golpe contra a democracia, preferindo alegar que os golpistas evitaram uma revolução comunista no Brasil. Segundo porque Castelo elegeu-se prefeito no ano passado com o apoio algo dissimulado mas indiscutível do atual governador. De modo que o dever de gratidão recomenda-lhe assistir o correligionário nas horas finais.
O que causa estranheza, mesmo, se você não conhece os atores e dramas da política maranhense — e se conhece mal os atores “nacionais” — é que um ex-governador biônico nomeado por golpistas seja figura de destaque num evento “contra o golpe”.
Cassação regular
Para compreender o que se passa é necessário cair na real. Governador denunciado pela Procuradoria Geral da República como partícipe do bando Gautama (desbaratado em maio de 2007 pela Operação Navalha, da PF), Jackson está sendo cassado por delitos apurados em processo regular, cuja única falha relevante é a lentidão.
Graças a ela, continua no cargo um mês após a sessão que o cassou, gastando o que deve e o que não deve, enquanto aguarda o julgamento de embargos declaratórios de eficácia “infringente” (modificativa) mais do que improvável. São mais de dois anos de exercício de um mandato de quatro, que o TSE entende conquistado ilicitamente.
A cassação não tem nada a ver com golpe, pois só um louco imaginaria que Sarney comprou a consciência de 70% do TSE, incluindo três dos 11 ministros do STF, escolhidos por rodízio.
Golpe é a intenção anunciada por Stédile e aliados de impedir pela força o cumprimento da sentença, provocar uma “crise institucional”, forçar uma “intervenção federal” e finalmente obrigar o presidente Lula a — acredite — “devolver o mandato a Jackson”. Naturalmente depois de fechar o Congresso e o Judiciário e transformar o MST numa caricatura de Soviet Supremo.
É esquisito e chega a ser suspeito que Stédile demonstre em defesa de Jackson um entusiasmo revolucionário que lhe faltou quando Lula parecia ameaçado de impeachment na crise do mensalão. Ainda mais que ninguém sabia, até recentemente, dessa estreita afinidade entre o governador do Maranhão e o plêmico líder dos sem-terra. Nem mesmo ele participou da campanha de 2006 no Maranhão.
A única explicação é que Stédile deixou-se empolgar pela parceria que lhe ofereceu o estado para alfabetizar lavradores nos acampamentos do interior. Os repasses cabem à secretaria daquele Lourenço Vieira do general Frota.
Movimento “contra o golpe”? Deviam ter deixado para hoje, 1o de abril, Dia da Mentira. Que aliás foi o verdadeiro dia do golpe de 64.
Pare de gastar
Fonte do Governo informa que Jackson vai recorrer ao Tribunal de Justiça, na tentativa de cassar a liminar do juiz Megbel Abdalla (4a vara da Fazenda Pública) que o proíbe de continuar decretando “créditos suplementares”. A medida foi requerida pelo líder do PMDB na Assembleia, Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney.
Desde que foi cassado pelo TSE, Jackson já autorizou cerca de R$ 320 milhões oriundos da reserva financeira do estado. Só à prefeitura de São Luís serão repassados R$ 70 milhões para obras diversas.
O governador tomou também várias medidas que aumentam os gastos do Executivo e comprometem rendas futuras. Uma das últimas foi a promoção de 6300 professores, que por isso receberão reajuste de 100%. Ao funcionalismo em geral, anunciou inesperadamente um aumento de 12%. Em ambos os casos, os dispêndios começam apenas no provável governo Roseana.
Walter Rodrigues
http://www.walter-rodrigues.jor.br/
quarta-feira, 1 de abril de 2009
MA: erraram foi o dia do comício
Nada assinala melhor o caráter artificial e farsesco do suposto “movimento em defesa da democracia no Maranhão” que o comício realizado ontem (31) na praça Deodoro, centro de São Luís. Cerca de 30 ônibus transportaram manifestantes trazidos da periferia e do interior do estado, mas nem assim a população ressabiada aderiu ao chamado dos organizadores.
As fotos publicadas hoje no Imparcial e no Jornal Pequeno, ambos governistas, são eloquentes: evitam o “plano geral” (que mostraria o conjunto da cena) para não ter que admitir que faltava gente e sobrava espaço na praça.
No segundo turno eleitoral de 2006, segundo os registros do TRE-MA, o Jackson Lago (PDT) recebeu 66,6 % dos votos válidos de São Luís. Se o governador não estivesse tão desgastado por dois anos de desordem, incompetência e corrupção — além da prisão de parentes e auxiliares suspeitos de crime, e seguidos conflitos com professores, policiais civis, agentes penitenciários e defensores públicos — era de se esperar que os eleitores aderissem à milionária campanha oficial contra o TSE.
Não é o que acontece. A população não se anima nem com a derrota de Jackson, nem com o iminente retorno de Roseana Sarney (PMDB). Pesquisas indicam que a rejeição do governador na capital ultrapassa 70 por cento.
Fabulação marqueteira
Mas não é só que a mobilização tenha fracassado. É que seus pretextos não passam de engodo. Segundo a propaganda governista, o evento serviria ao duplo objetivo de “repudiar a ditadura instaurada em 31 de março de 1964” e defender o “mandato popular”.
A ideia era convencer os indecisos de que a cassação do mandato do governador, por abusos cometidos por ele e pelo ex-governador José Reinaldo na eleição de 2006, representa um ato equivalente ao que os militares desfecharam em 1964 contra o presidente João Goulart.
Na fabulação dos marqueteiros, é como se a democracia restaurada em 1985 excluísse a hipótese de cassar mandatos obtidos por meios fraudulentos, entre os quais a transferência de pelo menos R$ 700 milhões para prefeituras alinhadas com o candidato oficial, parte dos quais no período vedado pela legislação.
Como se fosse característico das ditaduras o exame de argumentos e provas durante mais de dois anos, antes que cinco dos sete ministros eleitorais, inclusive três do Supremo Tribunal Federal, se declarassem convencidos de que a cassação é necessária. Ou como se a posse de Roseana como governadora eleita, deferida por 6 dos 7 ministros do TSE, mas ainda passível de revisão no STF, fosse o mesmo que o gorilaço que transformou em presidente o marechal Castelo Branco.
Opção pela direita
Jackson foi três vezes prefeito de São Luís e está governador há 27 meses. No exercício desses cargos, inúmeras vezes viu passar o 31 de março sem que lhe ocorresse promover comícios contra a ditadura de 64.
Nem poderia. Muitos de seus principais aliados e auxiliares foram beneficiários da ditadura. O secretário da Educação, Lourenço Vieira, presidente do Incra no governo Geisel — época de intensa grilagem de terras na Amazõnia Legal — militava no esquema político-militar do general Sylvio Frota, protetor dos DOI-CODIs e inimigo da “abertura”. O chefe da Casa Civil é o ex-malufista Aderson Lago (PSDB), notório titular do escândalo Ópera Prima (acharam dinheiro desviado da Saúde pública na conta de um filho dele).
O resto é dominado por tucanos ou equivalentes e ex-sarneístas renegados ou refugados. Aos partidos de esquerda, PT e PCdoB, Jackson reservou secretarias irrelevantes ou meramente “adjuntas”, onde é justo reconhecer que a maioria nada acrescenta em eficiência e alguns nem mesmo em probidade. Numa disputa entre esquerda e direita, como ocorreu na eleição municipal do ano passado — PSDB versus PCdoB — o governador fez clara opção pela direita.
Relíquia do golpe
A insinceridade do “repúdio ao golpe” — assim proclamado pela imprensa governista — evidenciu-se ainda mais no próprio comício. Quem estava lá, ombro a ombro com Jackson, João Pedro Stédile (MST), Domingos Dutra (deputado federal PT) e com a cantora brizolista Beth Carvalho? Além de Aderson e Lourenço, ninguém menos que o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), estrela maior da constelação tucano-direitista no Maranhão.
Indicado por Sarney, escolhido pelos generais Geisel e Figueiredo e “eleito” indiretamente por uma Assembleia submissa à corneta militar, Castelo foi justamente o último governador imposto ao Maranhão pela ditadura de 64. É quase uma relíquia daqueles tempos, mais ainda que o próprio Sarney, cuja carreira iniciou-se antes de 64 e não exerceu mandato “biônico”.
Castelo, a bem da verdade, nunca pecou por incoerência ideológica. Vinte anos depois do golpe, quando se tratava de escolher entre um civil apoiado pela direita reacionária e o candidato da restauração democrático, preferiu Maluf a Tancredo Neves. E não se diga que foi por causa apenas de Sarney, vice de Tancredo, com quem já estava rompido. Adversários como os baianos ACM e Waldir Pires, ou como os paulistas Quércia e Fernando Henrique conviviam no movimento Tancredo-já.
Não é o caso de condená-lo à proscrição eterna por causa disso. Foi governador e senador na ditadura, votou para que não acabasse. Mas a ditadura acabou e não é mais por causa dela que Castelo marca presença na política do Maranhão há quase 40 anos.
Dá até talvez para perdoá-lo por subir num palanque de 31 de março “contra o golpe e em defesa da democracia”. Primeiro porque — forçando um pouco... — ele e os seus jamais admitiram que 1964 foi um golpe contra a democracia, preferindo alegar que os golpistas evitaram uma revolução comunista no Brasil. Segundo porque Castelo elegeu-se prefeito no ano passado com o apoio algo dissimulado mas indiscutível do atual governador. De modo que o dever de gratidão recomenda-lhe assistir o correligionário nas horas finais.
O que causa estranheza, mesmo, se você não conhece os atores e dramas da política maranhense — e se conhece mal os atores “nacionais” — é que um ex-governador biônico nomeado por golpistas seja figura de destaque num evento “contra o golpe”.
Cassação regular
Para compreender o que se passa é necessário cair na real. Governador denunciado pela Procuradoria Geral da República como partícipe do bando Gautama (desbaratado em maio de 2007 pela Operação Navalha, da PF), Jackson está sendo cassado por delitos apurados em processo regular, cuja única falha relevante é a lentidão.
Graças a ela, continua no cargo um mês após a sessão que o cassou, gastando o que deve e o que não deve, enquanto aguarda o julgamento de embargos declaratórios de eficácia “infringente” (modificativa) mais do que improvável. São mais de dois anos de exercício de um mandato de quatro, que o TSE entende conquistado ilicitamente.
A cassação não tem nada a ver com golpe, pois só um louco imaginaria que Sarney comprou a consciência de 70% do TSE, incluindo três dos 11 ministros do STF, escolhidos por rodízio.
Golpe é a intenção anunciada por Stédile e aliados de impedir pela força o cumprimento da sentença, provocar uma “crise institucional”, forçar uma “intervenção federal” e finalmente obrigar o presidente Lula a — acredite — “devolver o mandato a Jackson”. Naturalmente depois de fechar o Congresso e o Judiciário e transformar o MST numa caricatura de Soviet Supremo.
É esquisito e chega a ser suspeito que Stédile demonstre em defesa de Jackson um entusiasmo revolucionário que lhe faltou quando Lula parecia ameaçado de impeachment na crise do mensalão. Ainda mais que ninguém sabia, até recentemente, dessa estreita afinidade entre o governador do Maranhão e o plêmico líder dos sem-terra. Nem mesmo ele participou da campanha de 2006 no Maranhão.
A única explicação é que Stédile deixou-se empolgar pela parceria que lhe ofereceu o estado para alfabetizar lavradores nos acampamentos do interior. Os repasses cabem à secretaria daquele Lourenço Vieira do general Frota.
Movimento “contra o golpe”? Deviam ter deixado para hoje, 1o de abril, Dia da Mentira. Que aliás foi o verdadeiro dia do golpe de 64.
Pare de gastar
Fonte do Governo informa que Jackson vai recorrer ao Tribunal de Justiça, na tentativa de cassar a liminar do juiz Megbel Abdalla (4a vara da Fazenda Pública) que o proíbe de continuar decretando “créditos suplementares”. A medida foi requerida pelo líder do PMDB na Assembleia, Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney.
Desde que foi cassado pelo TSE, Jackson já autorizou cerca de R$ 320 milhões oriundos da reserva financeira do estado. Só à prefeitura de São Luís serão repassados R$ 70 milhões para obras diversas.
O governador tomou também várias medidas que aumentam os gastos do Executivo e comprometem rendas futuras. Uma das últimas foi a promoção de 6300 professores, que por isso receberão reajuste de 100%. Ao funcionalismo em geral, anunciou inesperadamente um aumento de 12%. Em ambos os casos, os dispêndios começam apenas no provável governo Roseana.
Walter Rodrigues
http://www.walter-rodrigues.jor.br/
quarta-feira, 1 de abril de 2009
JN denuncia farra de suplementações de Jackson. “Nosso estado é rico, tem dinheiro”, diz governador
Qua, 01/04/09
Obras inacabadas também estão relacionadas em outra ação protocolada pelo PMDB no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em São Luís, o governador divulgou a entrega de 128 apartamentos. Apenas 16 estavam prontos. No interior, inaugurou uma ponte ligando Tocantins ao Maranhão, mas os carros ainda não podem circular porque faltam acessos nas cabeceiras. A oposição também critica o aumento de salários para funcionários públicos (clique ao lado e assista a íntegra da reportagem).
Policiais civis chegaram a fazer greve no começo deste ano. Durante as negociações, o governador alegou que não poderia conceder aumento para não desrespeitar a lei de responsabilidade fiscal. Mas, na semana passada, foram feitas as correções. Na mesma ocasião, Jackson Lago lançou um programa de transferência de renda. Milhares de famílias pobres vão receber um vale alimentação de R$ 150 por mês.
O líder do governo na Assembléia, Edvaldo Holanda (PTC), não vê irregularidades nos atos do governador e defende o gasto de verbas suplementares. “Nós temos uma reserva em torno de R$ 600 milhões. Há alguma coisa utilizada dentro deste recurso, mas dentro de uma margem de segurança. Permanece um caixa muito alto de reserva dentro do tesouro estadual”, avaliou Edvaldo Holanda.
O governador Jackson Lago rebateu as acusações de que está gastando dinheiro para prejudicar a senadora Roseana Sarney. “O nosso estado é rico, tem dinheiro para fazer as coisas. Tem sim! Nós temos que saber é porque não faziam”, declarou Jackson Lago.
O Superior Tribunal de Justiça já pediu à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre as denúncias. Se o Ministério Público Federal considerar que houve abuso de poder, será aberto um inquérito. Como tem foro privilegiado, Jackson Lago só pode ser investigado pelos ministros do STJ.
“O nosso estado é rico, tem dinheiro para fazer as coisas. Tem sim! Nós temos que saber é porque não faziam”, declarou Jackson Lago.
E porque Jackson também não fez????
Maranhão rico
O governador Jackson Lago finalmente abandonou o discurso do qual se valeu durante décadas, afirmando que o Maranhão era um estado miserável, que nada produzia; que não dispunha de recursos para melhorar a vida das pessoas; enfim, que era a unidade mais pobre da Federação brasileira. Numa surpreendente explicação para a gastança que desencadeou após ser cassado pela Justiça Eleitoral, ele bradou, ontem, em horário nobre e em cadeia nacional pela Rede Globo:
- O Maranhão é um estado rico, que tem dinheiro para gastar!
O Maranhão, todos sabem, não é um estado rico, enfrenta muitos e graves problemas, seus recursos financeiros são parcos se levadas em conta as necessidades. Ao mesmo tempo, nas últimas décadas o estado saiu do atraso mais completo, para avançar, ano a ano, no processo de desenvolvimento. Começou acelerado na segunda metade dos anos 60, no revolucionário governo de José Sarney; reduziu a marcha nos anos 70; aumentou o ritmo nos anos 80 e chegou ao ponto máximo nos anos 90, para sofrer uma trágica reviravolta na primeira década do novo século, cujo ponto alto é a decisão do governador cassado Jackson Lago de estourar a reserva financeira do Estado, após 27 meses de completo desastre administrativo.
Até aqui, foram 27 meses de gestão, em que o governador Jackson Lago “administrou” nada menos que R$ 14 bilhões, se levados em conta apenas a soma dos recursos oriundos de transferências federais e os arrecadados em impostos estaduais, principalmente em ICMS. Esse valor global representou uma receita média mensal de R$ 518 milhões. Assim, o governador Jackson Lago teve ao seu alcance R$ 17,2 milhões por dia, R$ 719.400,00 por hora e R$ 11.990,00 por minuto.
Foi tanto dinheiro que ele conseguiu até formar uma reserva no valor de R$ 600 milhões, que resolveu gastar em algumas semanas em projetos e obras não previstos, numa inacreditável operação para mandar a riqueza do Maranhão para o espaço. Com um detalhe a mais: a partir de agora, o governador Jackson Lago e sua turma estão desautorizados a afirmar que o Maranhão é pobre.
Obras inacabadas também estão relacionadas em outra ação protocolada pelo PMDB no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em São Luís, o governador divulgou a entrega de 128 apartamentos. Apenas 16 estavam prontos. No interior, inaugurou uma ponte ligando Tocantins ao Maranhão, mas os carros ainda não podem circular porque faltam acessos nas cabeceiras. A oposição também critica o aumento de salários para funcionários públicos (clique ao lado e assista a íntegra da reportagem).
Policiais civis chegaram a fazer greve no começo deste ano. Durante as negociações, o governador alegou que não poderia conceder aumento para não desrespeitar a lei de responsabilidade fiscal. Mas, na semana passada, foram feitas as correções. Na mesma ocasião, Jackson Lago lançou um programa de transferência de renda. Milhares de famílias pobres vão receber um vale alimentação de R$ 150 por mês.
O líder do governo na Assembléia, Edvaldo Holanda (PTC), não vê irregularidades nos atos do governador e defende o gasto de verbas suplementares. “Nós temos uma reserva em torno de R$ 600 milhões. Há alguma coisa utilizada dentro deste recurso, mas dentro de uma margem de segurança. Permanece um caixa muito alto de reserva dentro do tesouro estadual”, avaliou Edvaldo Holanda.
O governador Jackson Lago rebateu as acusações de que está gastando dinheiro para prejudicar a senadora Roseana Sarney. “O nosso estado é rico, tem dinheiro para fazer as coisas. Tem sim! Nós temos que saber é porque não faziam”, declarou Jackson Lago.
O Superior Tribunal de Justiça já pediu à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre as denúncias. Se o Ministério Público Federal considerar que houve abuso de poder, será aberto um inquérito. Como tem foro privilegiado, Jackson Lago só pode ser investigado pelos ministros do STJ.
“O nosso estado é rico, tem dinheiro para fazer as coisas. Tem sim! Nós temos que saber é porque não faziam”, declarou Jackson Lago.
E porque Jackson também não fez????
Maranhão rico
O governador Jackson Lago finalmente abandonou o discurso do qual se valeu durante décadas, afirmando que o Maranhão era um estado miserável, que nada produzia; que não dispunha de recursos para melhorar a vida das pessoas; enfim, que era a unidade mais pobre da Federação brasileira. Numa surpreendente explicação para a gastança que desencadeou após ser cassado pela Justiça Eleitoral, ele bradou, ontem, em horário nobre e em cadeia nacional pela Rede Globo:
- O Maranhão é um estado rico, que tem dinheiro para gastar!
O Maranhão, todos sabem, não é um estado rico, enfrenta muitos e graves problemas, seus recursos financeiros são parcos se levadas em conta as necessidades. Ao mesmo tempo, nas últimas décadas o estado saiu do atraso mais completo, para avançar, ano a ano, no processo de desenvolvimento. Começou acelerado na segunda metade dos anos 60, no revolucionário governo de José Sarney; reduziu a marcha nos anos 70; aumentou o ritmo nos anos 80 e chegou ao ponto máximo nos anos 90, para sofrer uma trágica reviravolta na primeira década do novo século, cujo ponto alto é a decisão do governador cassado Jackson Lago de estourar a reserva financeira do Estado, após 27 meses de completo desastre administrativo.
Até aqui, foram 27 meses de gestão, em que o governador Jackson Lago “administrou” nada menos que R$ 14 bilhões, se levados em conta apenas a soma dos recursos oriundos de transferências federais e os arrecadados em impostos estaduais, principalmente em ICMS. Esse valor global representou uma receita média mensal de R$ 518 milhões. Assim, o governador Jackson Lago teve ao seu alcance R$ 17,2 milhões por dia, R$ 719.400,00 por hora e R$ 11.990,00 por minuto.
Foi tanto dinheiro que ele conseguiu até formar uma reserva no valor de R$ 600 milhões, que resolveu gastar em algumas semanas em projetos e obras não previstos, numa inacreditável operação para mandar a riqueza do Maranhão para o espaço. Com um detalhe a mais: a partir de agora, o governador Jackson Lago e sua turma estão desautorizados a afirmar que o Maranhão é pobre.
domingo, 29 de março de 2009
Jackson assinando convênios ilegais(vídeo)
As peças que compõem os autos são autênticas e insofismáveis. Dentre elas, um vídeo da assinatura de um convênio milionário no município de Codó efetuado pelo ex-governador Zé Reinaldo (PSB), onde estão presentes dois candidatos ao governo estadual da chamada “Frente de Libertação do Maranhão”, o próprio Jackson Lago e o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal (PSB).
Na gravação Zé Reinaldo diz: “Nós temos dois homens do maior gabarito intelectual, moral e comprometido com o desenvolvimento do Estado, um é o Dr. Jackson Lago que concorreu comigo para candidato a governador, mas hoje nos une a causa do Maranhão. O outro é o nosso meu amigo de infância ministro Edson Vidigal, um homem nacional, um homem que foi presidente dos maiores poderes do país, amigo do presidente Lula. De forma que esses dois candidatos vocês vão escolher”.
Depois desse ato público eleitoreiro o que resta para a Corte sem ser a cassação, por mais tardia que seja?
terça-feira, 10 de março de 2009
Escola X Presídio
Essa história está sendo contada nos arredores do Palácio dos Leões.
O nosso ilustríssimo governador Jackassado estava reunido com seus asseclas a portas fechadas tentando achar uma saída para eles.
Um deles falou:
Governador, que tal se a gente começasse a construir umas escolas agora? o povo não tá mais acreditando naquelas escolas fantasmas não, a gente faz pelo menos os alicerces e depois poderemos alegar que não tivemos tempo nem tranquilidade para concluir essas obras
.
Jackassado respondeu: ta louco? construir escola pra quê? basta a gente dizer que as construimos no interior, ninguém vai lá mesmo checar se é verdade.
Um outro baba ovo então falou:
Dr Jackson e se a gente construísse um presídio? ia ser ótimo e todos ainda iriam dizer que Vossa Exa. está preocupado com a segurança da população.
Jackassado arregalou os olhos e disse:
Taí, essa idéia é boa, gostei. Vamos construir esse presídio lá em Imperatriz, um presídio modelo, melhor que o melhor hotel 5 estrelas do país. Suítes com ar condicionado, tv a cabo, cama king size, vinhos e wiskys importados, restaurante com cozinha internacional, a cozinha maranhense é um horror, tem que ser internacional, cinema 3D, helicópteros para passeios com a família, um centro de saúde de primeiro mundo, serviço dentário para atender aos confinados. Tudo do bom e do melhor. Vamos melhorar todas as outras cadeias e presídios também.
O outro que propôs as escolas voltou a falar: Doutor, construir um presídio tudo bem, mas voltando ao assunto das escolas, V. Exa. não acha que devemos pelo menos aumentar o salário dos professores, melhorar a merenda das crianças, dar fardamento?
Jackassado já irritado com seu assecla: Você pirou de vez mesmo. Vamos cortar é mais o salário desses professores vagabundos, cortar merenda escolar, quem quiser que traga seu lanche de casa e vista o que quiser.
Mas Doutor Jacks porque tanto para um presídio e nada para a educação?
Meu rapaz, pela escola nós já passamos, pela cadeia nós ainda iremos passar.
O nosso ilustríssimo governador Jackassado estava reunido com seus asseclas a portas fechadas tentando achar uma saída para eles.
Um deles falou:
Governador, que tal se a gente começasse a construir umas escolas agora? o povo não tá mais acreditando naquelas escolas fantasmas não, a gente faz pelo menos os alicerces e depois poderemos alegar que não tivemos tempo nem tranquilidade para concluir essas obras
.
Jackassado respondeu: ta louco? construir escola pra quê? basta a gente dizer que as construimos no interior, ninguém vai lá mesmo checar se é verdade.
Um outro baba ovo então falou:
Dr Jackson e se a gente construísse um presídio? ia ser ótimo e todos ainda iriam dizer que Vossa Exa. está preocupado com a segurança da população.
Jackassado arregalou os olhos e disse:
Taí, essa idéia é boa, gostei. Vamos construir esse presídio lá em Imperatriz, um presídio modelo, melhor que o melhor hotel 5 estrelas do país. Suítes com ar condicionado, tv a cabo, cama king size, vinhos e wiskys importados, restaurante com cozinha internacional, a cozinha maranhense é um horror, tem que ser internacional, cinema 3D, helicópteros para passeios com a família, um centro de saúde de primeiro mundo, serviço dentário para atender aos confinados. Tudo do bom e do melhor. Vamos melhorar todas as outras cadeias e presídios também.
O outro que propôs as escolas voltou a falar: Doutor, construir um presídio tudo bem, mas voltando ao assunto das escolas, V. Exa. não acha que devemos pelo menos aumentar o salário dos professores, melhorar a merenda das crianças, dar fardamento?
Jackassado já irritado com seu assecla: Você pirou de vez mesmo. Vamos cortar é mais o salário desses professores vagabundos, cortar merenda escolar, quem quiser que traga seu lanche de casa e vista o que quiser.
Mas Doutor Jacks porque tanto para um presídio e nada para a educação?
Meu rapaz, pela escola nós já passamos, pela cadeia nós ainda iremos passar.
sábado, 7 de março de 2009
Agora é a vez do povo, povo de Jackson somente é claro
http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi_video.asp?codigo1=192998
A avenida Santos Dumont uma das pricipais avenidas de entrada a capital maranhense é agora uma das provas incostestáveis do descaso do governo Jackson Lago para com a nossa capital. Uma placa com um baita logotipo do governo Jackson Lago indica que estão sendo gastos R$ 111.000.000,00 para recuperação da mesma que mais parece uma cratera lunar. Na mesma placa está escrito em letras garrafais que a obra está sendo custeada pelo PAC que com certeza liberou o dinheiro para a efetivação da obra, mas onde está este dinheiro afinal? no obra é que não está.
É, agora é a vez do povo, povo de Jackson apenas, é claro.
A avenida Santos Dumont uma das pricipais avenidas de entrada a capital maranhense é agora uma das provas incostestáveis do descaso do governo Jackson Lago para com a nossa capital. Uma placa com um baita logotipo do governo Jackson Lago indica que estão sendo gastos R$ 111.000.000,00 para recuperação da mesma que mais parece uma cratera lunar. Na mesma placa está escrito em letras garrafais que a obra está sendo custeada pelo PAC que com certeza liberou o dinheiro para a efetivação da obra, mas onde está este dinheiro afinal? no obra é que não está.
É, agora é a vez do povo, povo de Jackson apenas, é claro.
Imperatriz / Operação Rapina
Imperatriz / Operação Rapina
05/03/2009 - 18h55
''Rapina'' derruba secretário em Imperatriz
SÃO LUÍS - A Polícia Federal confirmou a prisão esta manhã, de 23 pessoas, durante a Operação Rapina, na região tocantina. Eles teriam desviado aproximadamente R$ 15 milhões dos cofres públicos, nos municípios de Senador La Roque e Ribamar Fiquene, segundo o superientendente da Polícia Federal no Maranhão, Fernando Segóvia. Outras quatro pessoas estariam foragidas. São três empresários e o secretário de administração de Imperatriz, Lula Almeida, que em carta ao prefeito Sebastião Madeira (PSDB) pediu demissão do cargo.
A Operação “Rapina III”, tem como objetivo de desarticular mais uma quadrilha especializada em desviar verbas públicas no estado do Maranhão.
A operação conjunta com a Controladoria Geral da União – CGU contou com um efetivo de aproximadamente 200 policiais federais e 30 Analistas da CGU, teve o Apoio da Procuradoria da República em Imperatriz/MA e da Procuradoria Regional da República em Brasília/DF e teve como finalidade o cumprimento de 27 Mandados de Prisão e 38 Mandados de Busca expedidos pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região. 5 mar (2 dias atrás) Maranhão
Trata-se de um desdobramento das Operações Rapina I (2007) e Rapina II (2008) que desarticularam esquemas de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações em diversos municípios maranhenses. Nesta etapa, denominada “Rapina III”, as investigações levadas a cabo pela PF no Maranhão em conjunto com a CGU, tiveram como ponto de partida empresas “de fachada” e seus colaboradores, pessoas físicas e escritórios de assessoria que promoviam o uso de notas falsas, licitações montadas, empresas “fantasmas”, entre outras manobras, cuja finalidade era maquiar o desvio de verbas oriundas da União.
A investigação, que já durava um ano e meio, teve início quando foram identificadas empresas de fachada localizadas na região tocantina, que davam cobertura às licitações das prefeituras investigadas nas primeiras etapas da Operação Rapina. Verificou-se que tais empresas tinham ligações com as prefeituras de Ribamar Fiquene/MA e Senador La Rocque/MA.
Foi apurado pela PF e pela CGU que tais prefeituras fraudavam licitações, balancetes contábeis e utilizavam notas fiscais falsas das empresas de fachada investigadas com o objetivo de encobrir desvio de recursos públicos oriundos da União por meio de convênios, fundos e planos nacionais.
O grupo era formado por empresários, prefeitos, políticos, secretários municipais, membros das comissões de licitação e contadores, tendo a participação de dois escritórios assessoria. Segundo estimativa da PF, em 2007 e início de 2008, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 15 milhões somente em recursos federais, sendo esse montante em quase sua totalidade desviado com as fraudes. 5 mar (2 dias atrás) Maranhão
O esquema era articulado por prefeitos e tesoureiros que sacavam os recursos das contas públicas sem observar os requisitos legais.
Normalmente, próximo à época de prestação de contas do município para o Tribunal de Contas do Estado, o Secretário (de saúde ou educação) simulava pedido de licitação, que era rapidamente autorizada pelo prefeito, com parecer favorável do assessor jurídico do município. Toda documentação necessária era preparada em escritórios de contabilidade de
Imperatriz/MA e depois entregue aos municípios para assinaturas. Os secretários atestavam o recebimento de produtos, serviços e medições necessárias para o pagamento. Por fim, os processos de pagamentos eram preparados para que os saques ocorridos inicialmente fossem justificados.
As investigações até aqui realizadas permitem afirmar que a organização criminosa investigada estava praticando os crimes de Falsificação de Documento Público, Falsificação de Documento Particular, Falsidade Ideológica, Uso de Documento Falso, Peculato, Emprego Irregular de Verbas Públicas e Formação de Quadrilha ou Bando, todos do Código Penal, além de Fraude a Licitação da Lei 8666/93 e Lavagem de Dinheiro prescrita na Lei 9.613/98, todos na medida de sua culpabilidade.
Segundo o Delegado que conduz a investigação, Pedro Roberto Meireles Lopes, várias empresas ainda estão sendo investigadas, sendo que a listagem das empresas de fachada identificadas será encaminhada para a Receita Federal para as providências fiscais cabíveis. Disse ainda que o inquérito deverá ser relatado nos próximos 15 dias e encaminhado ao Ministério Público Federal que poderá ou não oferecer denúncia bem como
poderá propor ação civil pública em desfavor dos gestores municipais. 5 mar (2 dias atrás) Maranhão
O Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Delegado Fernando Segovia, o Coordenador Geral de Operação Especiais da CGU em Brasília, Israel Carvalho e o Delegado Chefe da investigação, Pedro Roberto Meireles Lopes, concederão entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Imperatriz, hoje, às 10h.
05/03/2009 - 18h55
''Rapina'' derruba secretário em Imperatriz
SÃO LUÍS - A Polícia Federal confirmou a prisão esta manhã, de 23 pessoas, durante a Operação Rapina, na região tocantina. Eles teriam desviado aproximadamente R$ 15 milhões dos cofres públicos, nos municípios de Senador La Roque e Ribamar Fiquene, segundo o superientendente da Polícia Federal no Maranhão, Fernando Segóvia. Outras quatro pessoas estariam foragidas. São três empresários e o secretário de administração de Imperatriz, Lula Almeida, que em carta ao prefeito Sebastião Madeira (PSDB) pediu demissão do cargo.
A Operação “Rapina III”, tem como objetivo de desarticular mais uma quadrilha especializada em desviar verbas públicas no estado do Maranhão.
A operação conjunta com a Controladoria Geral da União – CGU contou com um efetivo de aproximadamente 200 policiais federais e 30 Analistas da CGU, teve o Apoio da Procuradoria da República em Imperatriz/MA e da Procuradoria Regional da República em Brasília/DF e teve como finalidade o cumprimento de 27 Mandados de Prisão e 38 Mandados de Busca expedidos pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região. 5 mar (2 dias atrás) Maranhão
Trata-se de um desdobramento das Operações Rapina I (2007) e Rapina II (2008) que desarticularam esquemas de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações em diversos municípios maranhenses. Nesta etapa, denominada “Rapina III”, as investigações levadas a cabo pela PF no Maranhão em conjunto com a CGU, tiveram como ponto de partida empresas “de fachada” e seus colaboradores, pessoas físicas e escritórios de assessoria que promoviam o uso de notas falsas, licitações montadas, empresas “fantasmas”, entre outras manobras, cuja finalidade era maquiar o desvio de verbas oriundas da União.
A investigação, que já durava um ano e meio, teve início quando foram identificadas empresas de fachada localizadas na região tocantina, que davam cobertura às licitações das prefeituras investigadas nas primeiras etapas da Operação Rapina. Verificou-se que tais empresas tinham ligações com as prefeituras de Ribamar Fiquene/MA e Senador La Rocque/MA.
Foi apurado pela PF e pela CGU que tais prefeituras fraudavam licitações, balancetes contábeis e utilizavam notas fiscais falsas das empresas de fachada investigadas com o objetivo de encobrir desvio de recursos públicos oriundos da União por meio de convênios, fundos e planos nacionais.
O grupo era formado por empresários, prefeitos, políticos, secretários municipais, membros das comissões de licitação e contadores, tendo a participação de dois escritórios assessoria. Segundo estimativa da PF, em 2007 e início de 2008, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 15 milhões somente em recursos federais, sendo esse montante em quase sua totalidade desviado com as fraudes. 5 mar (2 dias atrás) Maranhão
O esquema era articulado por prefeitos e tesoureiros que sacavam os recursos das contas públicas sem observar os requisitos legais.
Normalmente, próximo à época de prestação de contas do município para o Tribunal de Contas do Estado, o Secretário (de saúde ou educação) simulava pedido de licitação, que era rapidamente autorizada pelo prefeito, com parecer favorável do assessor jurídico do município. Toda documentação necessária era preparada em escritórios de contabilidade de
Imperatriz/MA e depois entregue aos municípios para assinaturas. Os secretários atestavam o recebimento de produtos, serviços e medições necessárias para o pagamento. Por fim, os processos de pagamentos eram preparados para que os saques ocorridos inicialmente fossem justificados.
As investigações até aqui realizadas permitem afirmar que a organização criminosa investigada estava praticando os crimes de Falsificação de Documento Público, Falsificação de Documento Particular, Falsidade Ideológica, Uso de Documento Falso, Peculato, Emprego Irregular de Verbas Públicas e Formação de Quadrilha ou Bando, todos do Código Penal, além de Fraude a Licitação da Lei 8666/93 e Lavagem de Dinheiro prescrita na Lei 9.613/98, todos na medida de sua culpabilidade.
Segundo o Delegado que conduz a investigação, Pedro Roberto Meireles Lopes, várias empresas ainda estão sendo investigadas, sendo que a listagem das empresas de fachada identificadas será encaminhada para a Receita Federal para as providências fiscais cabíveis. Disse ainda que o inquérito deverá ser relatado nos próximos 15 dias e encaminhado ao Ministério Público Federal que poderá ou não oferecer denúncia bem como
poderá propor ação civil pública em desfavor dos gestores municipais. 5 mar (2 dias atrás) Maranhão
O Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Delegado Fernando Segovia, o Coordenador Geral de Operação Especiais da CGU em Brasília, Israel Carvalho e o Delegado Chefe da investigação, Pedro Roberto Meireles Lopes, concederão entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Imperatriz, hoje, às 10h.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Bacabal a cidade rejeitada por todos os governantes
Hospitais de Bacabal são vistoriados
Ação conjunta com a Vigilância Sanitária detecta problemas na estrutura dos prédios e nos procedimentos
As instalações do Hospital Regional Laura Vasconcelos, do Hospital Veloso Costa e do núcleo do Hemomar em Bacabal foram inspecionadas pelo Ministério Público e pela Vigilância Sanitária Estadual (VSE) na manhã de ontem. Uma equipe da Rede de Serviços da Secretaria de Estado da Saúde também acompanhou a execução dos trabalhos. O objetivo é avaliar as instalações das unidades de saúde e os procedimentos adotados na manipulação de materiais hospitalares.
O promotor de Justiça Herbeth Costa Figueiredo, titular da Promotoria da Saúde de São Luís, designado para auxiliar a 2ª Promotoria de Justiça de Bacabal, conduziu os trabalhos de fiscalização. Ele foi acompanhado pelo promotor Cláudio José Sodré, da Comarca de Bacabal. O procedimento de investigação das unidades de saúde foi iniciado pelo promotor de Justiça Alessandro Brandão Marques. Os trabalhos foram acompanhados pela secretária adjunta de saúde do município, Doralina Marques de Almeida.
Na primeira visita, a equipe da VSE constatou o descumprimento das exigências sanitárias no Hemomar. O principal problema é o espaço reduzido do prédio, insuficiente para abrigar as instalações de um centro classificado como hemonúcleo. A área do laboratório e a sala de coleta têm dimensões insuficientes. Devido ao pequeno espaço do prédio, o Hemomar de Bacabal não tem sala de recuperação para os doadores.
CONTAMINAÇÃO
No Hospital Regional Laura Vasconcelos, o centro cirúrgico apresenta risco iminente de contaminação. O fluxo de entrada e saída dos profissionais de saúde nas dependências do centro cirúrgico não é controlado e contribui para o alto risco de infecção hospitalar. Nesse caso, o isolamento de uma porta lateral resolveria a questão.
Outro problema detectado foi o acondicionamento, na área do laboratório, de sangue e plasma usado nas cirurgias. O risco de contaminação ocorre pelo fato de o material ser guardado no mesmo espaço onde são realizados exames laboratoriais de fezes, urina e sangue. “O acondicionamento é inadequado e põe em risco a saúde dos pacientes que recebem o sangue”, declarou a enfermeira e chefe da equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária, Rosimeire Medeiros.
No mesmo hospital, são adotados procedimentos inadequados na Central de Material e Esterilização (CME), área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentos médico-hospitalares. “Os materiais sujos são lavados e esterilizados no mesmo ambiente. Isso implica risco considerável de contaminação”, avaliou Rosimeire Medeiros.
O Hospital Veloso Costa é o único do município a funcionar como maternidade para o atendimento gratuito das parturientes. A instituição particular é conveniada com o Município e realiza, em média, 220 partos por mês. Ali foram detectados problemas nas rotinas de esterilização na CME. Os instrumentos médicos são lavados e esterilizados no mesmo espaço, aumentando o perigo de infecção. O mesmo problema foi encontrado na lavanderia. As roupas sujas são lavadas no mesmo espaço onde são esterilizadas.
De acordo com o promotor Herbeth Figueiredo, o MPMA aguardará a Vigilância Sanitária concluir o relatório técnico de inspeção para apresentar o resultado em uma audiência pública. Em seguida, a Prefeitura de Bacabal será notificada para sanar as irregularidades. “Caso o município insista em manter as irregularidades, o Ministério Público poderá ajuizar ação civil pública para obrigar a Prefeitura a corrigir os erros”, explicou. Ele acrescentou que o Ministério Público fará nova inspeção para verificar as condições nos hospitais visitados.
Ação conjunta com a Vigilância Sanitária detecta problemas na estrutura dos prédios e nos procedimentos
As instalações do Hospital Regional Laura Vasconcelos, do Hospital Veloso Costa e do núcleo do Hemomar em Bacabal foram inspecionadas pelo Ministério Público e pela Vigilância Sanitária Estadual (VSE) na manhã de ontem. Uma equipe da Rede de Serviços da Secretaria de Estado da Saúde também acompanhou a execução dos trabalhos. O objetivo é avaliar as instalações das unidades de saúde e os procedimentos adotados na manipulação de materiais hospitalares.
O promotor de Justiça Herbeth Costa Figueiredo, titular da Promotoria da Saúde de São Luís, designado para auxiliar a 2ª Promotoria de Justiça de Bacabal, conduziu os trabalhos de fiscalização. Ele foi acompanhado pelo promotor Cláudio José Sodré, da Comarca de Bacabal. O procedimento de investigação das unidades de saúde foi iniciado pelo promotor de Justiça Alessandro Brandão Marques. Os trabalhos foram acompanhados pela secretária adjunta de saúde do município, Doralina Marques de Almeida.
Na primeira visita, a equipe da VSE constatou o descumprimento das exigências sanitárias no Hemomar. O principal problema é o espaço reduzido do prédio, insuficiente para abrigar as instalações de um centro classificado como hemonúcleo. A área do laboratório e a sala de coleta têm dimensões insuficientes. Devido ao pequeno espaço do prédio, o Hemomar de Bacabal não tem sala de recuperação para os doadores.
CONTAMINAÇÃO
No Hospital Regional Laura Vasconcelos, o centro cirúrgico apresenta risco iminente de contaminação. O fluxo de entrada e saída dos profissionais de saúde nas dependências do centro cirúrgico não é controlado e contribui para o alto risco de infecção hospitalar. Nesse caso, o isolamento de uma porta lateral resolveria a questão.
Outro problema detectado foi o acondicionamento, na área do laboratório, de sangue e plasma usado nas cirurgias. O risco de contaminação ocorre pelo fato de o material ser guardado no mesmo espaço onde são realizados exames laboratoriais de fezes, urina e sangue. “O acondicionamento é inadequado e põe em risco a saúde dos pacientes que recebem o sangue”, declarou a enfermeira e chefe da equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária, Rosimeire Medeiros.
No mesmo hospital, são adotados procedimentos inadequados na Central de Material e Esterilização (CME), área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentos médico-hospitalares. “Os materiais sujos são lavados e esterilizados no mesmo ambiente. Isso implica risco considerável de contaminação”, avaliou Rosimeire Medeiros.
O Hospital Veloso Costa é o único do município a funcionar como maternidade para o atendimento gratuito das parturientes. A instituição particular é conveniada com o Município e realiza, em média, 220 partos por mês. Ali foram detectados problemas nas rotinas de esterilização na CME. Os instrumentos médicos são lavados e esterilizados no mesmo espaço, aumentando o perigo de infecção. O mesmo problema foi encontrado na lavanderia. As roupas sujas são lavadas no mesmo espaço onde são esterilizadas.
De acordo com o promotor Herbeth Figueiredo, o MPMA aguardará a Vigilância Sanitária concluir o relatório técnico de inspeção para apresentar o resultado em uma audiência pública. Em seguida, a Prefeitura de Bacabal será notificada para sanar as irregularidades. “Caso o município insista em manter as irregularidades, o Ministério Público poderá ajuizar ação civil pública para obrigar a Prefeitura a corrigir os erros”, explicou. Ele acrescentou que o Ministério Público fará nova inspeção para verificar as condições nos hospitais visitados.
Jackson Lago e Zé Reinaldo farinha do mesmo saco
BIOGRAFIA JOGADA DE VEZ NA LAMA
Quarta-feira, 4 de março de 2009
O cidadão Jackson Lago terminou de jogar na lama sua biografia já manchada por atos ilícitos quando de sua passagem, por três vezes pela Prefeitura de São Luís.
Jackson Lago tem várias contas rejeitadas pelo TCE. Pesa sobre suas gestões a farra dos contracheques, a falência e o sucateamento da Coliseu, a distribuição de dinheiro público, através de bilhetinhos, para seus correligionários, a entrega dos serviços de RX dos hospitais públicos para o seu irmão, a compra do Socorrão II, a forma de estado de calamidade pública, pelo acumulo de lixo, em que deixou São Luís e tantos mais atos que mancharam sua biografia.
No governo do Estado, o cidadão Jackson Lago seguiu as mesmas práticas ilícitas do seu antecessor. A farra das dispensas de licitações, das inexigibilidades, a distribuição à revelia de convênios eleitoreiros em 2008, o fechamento da Comissão Central de Licitações, o nepotismo descarado e tantas outras formas espúrias adotadas por seus auxiliares, como a compra superfaturada do botox, a contratação da Goumetre sem licitação, a reforma do Castelo e da Barragem do Bacanga entregue à Petra, uma das financiadoras de sua eleição, sem licitação, além da construção do Cadeião e a recuperação da Ponte José Sarney terem sido entregues a empreiteiras de outros estados, sem que tenham participado de um processo licitatório.
No que tange seus atos administrativos antidemocráticos e anti-sociais, podemos ressaltar a famigerada lei do Cão, que surrupiou os diretos dos professores, o desprezo com os policiais civis e militares, o não incentivo à criação de alternativas de emprego e renda para os maranhenses, e o descaso com a Segurança Pública.
A biografia manchada do cidadão Jackson Lago passou a entrar na vala comum dos corruptos, a partir da Operação Navalha. Jackson Lago assinou um credito suplementar de R$ 6 milhões para pagar por pontes que não vão e vem de lugar algum. Os sobrinhos foram presos, seu irmão indiciado e vários de seus auxiliares encarcerados. Jackson só não foi preso pela Polícia Federal por um erro da Justiça e não respondeu, até agora, por seus atos, porque tem a maioria na Assembléia Legislativa.
Agora, o TSE ao mostrar aquele vídeo, a nível nacional, do comício em Codó para assinatura de um convênio eleitoreiro de R$ 1 milhão, com a participação ativa de Jackson Lago, Vidigal e José Reinaldo, deixando claro que aquela prática ilícita seria o carro chefe para vencer as eleições de 2006. Com isso, Jackson Lago, que aceitou de bom grado participar das ilicitudes eleitoreiras de José Reinaldo para arrancar a eleição de Roseana, jogou de vez sua biografia já manchada na lama, visto que ficou evidente o uso de milhões de reais do contribuinte para que ele, que se dizia ético, moralista e honesto, vencesse as eleições.
Quarta-feira, 4 de março de 2009
O cidadão Jackson Lago terminou de jogar na lama sua biografia já manchada por atos ilícitos quando de sua passagem, por três vezes pela Prefeitura de São Luís.
Jackson Lago tem várias contas rejeitadas pelo TCE. Pesa sobre suas gestões a farra dos contracheques, a falência e o sucateamento da Coliseu, a distribuição de dinheiro público, através de bilhetinhos, para seus correligionários, a entrega dos serviços de RX dos hospitais públicos para o seu irmão, a compra do Socorrão II, a forma de estado de calamidade pública, pelo acumulo de lixo, em que deixou São Luís e tantos mais atos que mancharam sua biografia.
No governo do Estado, o cidadão Jackson Lago seguiu as mesmas práticas ilícitas do seu antecessor. A farra das dispensas de licitações, das inexigibilidades, a distribuição à revelia de convênios eleitoreiros em 2008, o fechamento da Comissão Central de Licitações, o nepotismo descarado e tantas outras formas espúrias adotadas por seus auxiliares, como a compra superfaturada do botox, a contratação da Goumetre sem licitação, a reforma do Castelo e da Barragem do Bacanga entregue à Petra, uma das financiadoras de sua eleição, sem licitação, além da construção do Cadeião e a recuperação da Ponte José Sarney terem sido entregues a empreiteiras de outros estados, sem que tenham participado de um processo licitatório.
No que tange seus atos administrativos antidemocráticos e anti-sociais, podemos ressaltar a famigerada lei do Cão, que surrupiou os diretos dos professores, o desprezo com os policiais civis e militares, o não incentivo à criação de alternativas de emprego e renda para os maranhenses, e o descaso com a Segurança Pública.
A biografia manchada do cidadão Jackson Lago passou a entrar na vala comum dos corruptos, a partir da Operação Navalha. Jackson Lago assinou um credito suplementar de R$ 6 milhões para pagar por pontes que não vão e vem de lugar algum. Os sobrinhos foram presos, seu irmão indiciado e vários de seus auxiliares encarcerados. Jackson só não foi preso pela Polícia Federal por um erro da Justiça e não respondeu, até agora, por seus atos, porque tem a maioria na Assembléia Legislativa.
Agora, o TSE ao mostrar aquele vídeo, a nível nacional, do comício em Codó para assinatura de um convênio eleitoreiro de R$ 1 milhão, com a participação ativa de Jackson Lago, Vidigal e José Reinaldo, deixando claro que aquela prática ilícita seria o carro chefe para vencer as eleições de 2006. Com isso, Jackson Lago, que aceitou de bom grado participar das ilicitudes eleitoreiras de José Reinaldo para arrancar a eleição de Roseana, jogou de vez sua biografia já manchada na lama, visto que ficou evidente o uso de milhões de reais do contribuinte para que ele, que se dizia ético, moralista e honesto, vencesse as eleições.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Grande maioria?!
O governador Jackson Lago disse que vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lhe cassou o diploma por cinco votos a dois - quatro votos por abuso de poder político e uso da máquina pública e um por compra de sufrágios. E justificou a decisão de recorrer dizendo ser seu dever defender o mandato, por ter sido dado “pela grande maioria do povo maranhense”.
Mais uma vez, o chefe maior do PDT insiste em disseminar o factóide segundo o qual ele é detentor do apoio da “grande maioria” do eleitorado maranhense. Parece ter sempre em mente a necessidade compulsiva de subestimar a inteligência dos seus conterrâneos, como se não se desse conta de que eleição é coisa séria e que os números saídos das urnas estão registrados em inúmeros documentos distribuídos pela Justiça Eleitoral.
Para começar, o que o ainda governador Jackson Lago chama de “grande maioria” são meros 97.874 votos, num contexto eleitoral que envolveu nada menos que 2.689.634 votos. Se isso é a “grande maioria” do povo maranhense, o conceito de maioria deve ser imediata e radicalmente redefinido. Ou então o governador não sabe o que significa “grande maioria” no resultado de uma disputa eleitoral.
Se usasse honestamente o conceito de “grande maioria”, o governador certamente lembraria a “surra” que recebeu no turno inicial da eleição de 2006: enquanto Roseana Sarney saiu das urnas com o aval de 1.282.053 eleitores, Jackson Lago obteve apenas 933.089, uma vantagem de 348.964 votos para a senadora. Isso significou mais de três vezes a magra diferença que ele conseguiu no segundo turno, fruto do esquema montado pela “cooperativa” de candidatos comandada pelo então governador José Reinaldo Tavares.
Expostos os números, é lícito afirmar que o governador Jackson Lago falseia a realidade quando diz que foi eleito pela “grande maioria” dos maranhenses.
http://imirante.globo.com/oestadoma/colunas/est_maior/
Mais uma vez, o chefe maior do PDT insiste em disseminar o factóide segundo o qual ele é detentor do apoio da “grande maioria” do eleitorado maranhense. Parece ter sempre em mente a necessidade compulsiva de subestimar a inteligência dos seus conterrâneos, como se não se desse conta de que eleição é coisa séria e que os números saídos das urnas estão registrados em inúmeros documentos distribuídos pela Justiça Eleitoral.
Para começar, o que o ainda governador Jackson Lago chama de “grande maioria” são meros 97.874 votos, num contexto eleitoral que envolveu nada menos que 2.689.634 votos. Se isso é a “grande maioria” do povo maranhense, o conceito de maioria deve ser imediata e radicalmente redefinido. Ou então o governador não sabe o que significa “grande maioria” no resultado de uma disputa eleitoral.
Se usasse honestamente o conceito de “grande maioria”, o governador certamente lembraria a “surra” que recebeu no turno inicial da eleição de 2006: enquanto Roseana Sarney saiu das urnas com o aval de 1.282.053 eleitores, Jackson Lago obteve apenas 933.089, uma vantagem de 348.964 votos para a senadora. Isso significou mais de três vezes a magra diferença que ele conseguiu no segundo turno, fruto do esquema montado pela “cooperativa” de candidatos comandada pelo então governador José Reinaldo Tavares.
Expostos os números, é lícito afirmar que o governador Jackson Lago falseia a realidade quando diz que foi eleito pela “grande maioria” dos maranhenses.
http://imirante.globo.com/oestadoma/colunas/est_maior/
TSE cassa Jackson e manda Roseana assumir
Qua, 04/03/09por Décio Sá |categoria Judiciário, Política localBrasília - Após seis horas de julgamento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na madrugada desta quarta-feira o mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS). Por cinco votos a dois, os ministros chegaram à conclusão de que, durante a campanha, Jackson Lago cometeu dois crimes eleitorais: compra de votos e abuso do poder político e econômico. Ele ainda pode recorrer ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas tem pouca chance de reverter a situação. O tribunal decidiu que, em substituição, assumirá o cargo a segunda colocada na eleição de 2006, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). A outra alternativa seria convocar eleições indiretas no estado - uma proposta que acabou derrotada, mas chegou a ser defendida por três dos sete ministros.
Das onze acusações feitas pela coligação de Roseana, três pesaram mais aos olhos dos integrantes do TSE. A primeira foi um evento público em Codó, no interior do estado, no qual o governador à época, José Reinaldo, anunciou um convênio do governo estadual com a prefeitura no valor de R$ 1 milhão. Na ocasião, foi montado um palanque no qual José Reinaldo e Jackson Lago discursaram. O governador apresentou Lago como um dos candidatos oficiais, com promessas de que ele levaria adiante os programas de governo. Lago também discursou, demonstrando que continuaria as políticas do governador se fosse eleito.
Foi considerado, ainda, que houve desvio de dinheiro de convênios com municípios para custear a campanha de Lago. Ao todo, foram celebrados convênios com 156 municípios. O outro episódio citado no julgamento foi a apreensão de R$ 17 mil com um motorista. Junto com o dinheiro, estava uma lista com procedimentos sobre quanto deveria ser pago a eleitores em boca-de-urna - prática vedada pela legislação eleitoral. O voto do presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto, foi o mais contundente. Ele fez um apelo para a moralidade nas campanhas eleitorais.
- O princípio constitucional da impessoalidade foi violado. Quando alguém se predispõe no poder a usar a estrutura do poder mais do que seu histórico de vida a serviço de uma candidatura, os desmandos, os desvios, os abusos sobrevêm como que naturalmente, por gravidade. E se já é reprovável violar o princípio da impessoalidade, confundindo a máquina administratva com sua pessoa no âmbito da administração pública, na esfera eleitoral é mais grave ainda, porque esse ferimento, essa violação do princípio da impessoalidade contamina o processo eleitoral e conspurca a vontade do eleitor - disse Ayres Britto, completando: - É preciso ganhar legitimamente, sem abusar jamais da máquina administrativa, sem incidir nessa terrível doença institucional do país que é o patrimonialismo, compreendido como indistinção entre o público e o privado.
Presente à sessão, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que “jamais se viu um processo em que houve de maneira tão evidente a prova do uso da máquina estatal”.
O ministro relator Eros Grau votou pela cassação e para justificar o voto apresentou vários trechos de um vídeo de campanha onde aparece o então candidato do PDT Jackson Lago falando dos convênios num comício. Além do presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, acompanharam o voto do relator os ministros Ricardo Lewandowski, Felix Fischer, Fernando Gonçalves.
Apenas os ministros Arnaldo Versiani e Marcelo Ribeiro foram contra a proposta de cassação dos mandatos. Para eles, não havia provas suficientes de que os crimes foram cometidos. Lago é o quarto governador a ser cassado pelo TSE. Outros seis ainda estão na mira do tribunal. Os próximos a serem julgados devem ser Luiz Henrique, de Santa Catarina, e Marcelo Miranda, de Tocantins. Além deles, deverão ser submetidos ao crivo do tribunal em breve Ivo Cassol, de Rondônia; José de Anchieta Jr., de Roraima; Waldez Góes, do Amapá, e Marcelo Déda, de Sergipe.
Acusação e defesa
A tribuna para sustentação oral dos advogados teve como destaque a apresentação dos ex-presidentes do TSE Sepúlveda Pertence, na acusação, e Francisco Rezek, na defesa, que pela primeira vez atuaram como advogados no tribunal. “Enganaram-se os que esperavam réplica furibunda aos ataques panfletários. Não haverá duelo nem rinha de galos provincianos”, afirmou Sepúlveda Pertence.
Rezek classificou o julgamento como uma tentativa de “usurpação de mandato” de um candidato que, eleito pela maioria, “não tem poder econômico, não tem feudos como os que existem nessa região, nem concessão de rádios”, numa clara referência à família Sarney. le disse que irá recorrer da decisão e afirmou que esgotará todos os recursos, mas que é contrário às articulações políticas para garantir que fiquem nas funções. “Sem dúvida vamos recorrer, no TSE inicialmente e a que mais for possível. A situação não é essa (de articulação política) pois isso já provou que não dá certo - referindo-se ao caso do governador cassado da Paraíba Cássio Cunha Lima. É uma luta no foro, aí começou e aí deve terminar.”
O julgamento começou em 18 de dezembro, quando o relator, além de pedir a cassação de Lago, votou pela posse da segunda colocada. A votação foi suspensa diante do pedido de vista do ministro Felix Fischer. Retomado em fevereiro, o julgamento foi adiado por duas vezes. Na primeira, o ministro Joaquim Barbosa se julgou suspeito para continuar no caso e seu substituto, Ricardo Lewandowski, precisou ser convocado. Na segunda, o ministro Fernando Gonçalves passou mal.
(Com informações de O Globo e da Folha de S. Paulo).
Das onze acusações feitas pela coligação de Roseana, três pesaram mais aos olhos dos integrantes do TSE. A primeira foi um evento público em Codó, no interior do estado, no qual o governador à época, José Reinaldo, anunciou um convênio do governo estadual com a prefeitura no valor de R$ 1 milhão. Na ocasião, foi montado um palanque no qual José Reinaldo e Jackson Lago discursaram. O governador apresentou Lago como um dos candidatos oficiais, com promessas de que ele levaria adiante os programas de governo. Lago também discursou, demonstrando que continuaria as políticas do governador se fosse eleito.
Foi considerado, ainda, que houve desvio de dinheiro de convênios com municípios para custear a campanha de Lago. Ao todo, foram celebrados convênios com 156 municípios. O outro episódio citado no julgamento foi a apreensão de R$ 17 mil com um motorista. Junto com o dinheiro, estava uma lista com procedimentos sobre quanto deveria ser pago a eleitores em boca-de-urna - prática vedada pela legislação eleitoral. O voto do presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto, foi o mais contundente. Ele fez um apelo para a moralidade nas campanhas eleitorais.
- O princípio constitucional da impessoalidade foi violado. Quando alguém se predispõe no poder a usar a estrutura do poder mais do que seu histórico de vida a serviço de uma candidatura, os desmandos, os desvios, os abusos sobrevêm como que naturalmente, por gravidade. E se já é reprovável violar o princípio da impessoalidade, confundindo a máquina administratva com sua pessoa no âmbito da administração pública, na esfera eleitoral é mais grave ainda, porque esse ferimento, essa violação do princípio da impessoalidade contamina o processo eleitoral e conspurca a vontade do eleitor - disse Ayres Britto, completando: - É preciso ganhar legitimamente, sem abusar jamais da máquina administrativa, sem incidir nessa terrível doença institucional do país que é o patrimonialismo, compreendido como indistinção entre o público e o privado.
Presente à sessão, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que “jamais se viu um processo em que houve de maneira tão evidente a prova do uso da máquina estatal”.
O ministro relator Eros Grau votou pela cassação e para justificar o voto apresentou vários trechos de um vídeo de campanha onde aparece o então candidato do PDT Jackson Lago falando dos convênios num comício. Além do presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, acompanharam o voto do relator os ministros Ricardo Lewandowski, Felix Fischer, Fernando Gonçalves.
Apenas os ministros Arnaldo Versiani e Marcelo Ribeiro foram contra a proposta de cassação dos mandatos. Para eles, não havia provas suficientes de que os crimes foram cometidos. Lago é o quarto governador a ser cassado pelo TSE. Outros seis ainda estão na mira do tribunal. Os próximos a serem julgados devem ser Luiz Henrique, de Santa Catarina, e Marcelo Miranda, de Tocantins. Além deles, deverão ser submetidos ao crivo do tribunal em breve Ivo Cassol, de Rondônia; José de Anchieta Jr., de Roraima; Waldez Góes, do Amapá, e Marcelo Déda, de Sergipe.
Acusação e defesa
A tribuna para sustentação oral dos advogados teve como destaque a apresentação dos ex-presidentes do TSE Sepúlveda Pertence, na acusação, e Francisco Rezek, na defesa, que pela primeira vez atuaram como advogados no tribunal. “Enganaram-se os que esperavam réplica furibunda aos ataques panfletários. Não haverá duelo nem rinha de galos provincianos”, afirmou Sepúlveda Pertence.
Rezek classificou o julgamento como uma tentativa de “usurpação de mandato” de um candidato que, eleito pela maioria, “não tem poder econômico, não tem feudos como os que existem nessa região, nem concessão de rádios”, numa clara referência à família Sarney. le disse que irá recorrer da decisão e afirmou que esgotará todos os recursos, mas que é contrário às articulações políticas para garantir que fiquem nas funções. “Sem dúvida vamos recorrer, no TSE inicialmente e a que mais for possível. A situação não é essa (de articulação política) pois isso já provou que não dá certo - referindo-se ao caso do governador cassado da Paraíba Cássio Cunha Lima. É uma luta no foro, aí começou e aí deve terminar.”
O julgamento começou em 18 de dezembro, quando o relator, além de pedir a cassação de Lago, votou pela posse da segunda colocada. A votação foi suspensa diante do pedido de vista do ministro Felix Fischer. Retomado em fevereiro, o julgamento foi adiado por duas vezes. Na primeira, o ministro Joaquim Barbosa se julgou suspeito para continuar no caso e seu substituto, Ricardo Lewandowski, precisou ser convocado. Na segunda, o ministro Fernando Gonçalves passou mal.
(Com informações de O Globo e da Folha de S. Paulo).
Jackson Lago é cassado pelo TSE por improbidade
Maioria dos ministros do TSE vota pela cassação de Jackson Lago
Julgamento do governador do MA, porém, ainda não foi concluído.
Lago e seu vice, Luiz Carlos Porto, são acusados de compra de votos.
Diego Abreu
Do G1, em Brasília
Quatro dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já votaram pela cassação dos mandatos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS), na sessão que ocorre em plenário, na noite desta terça-feira (3).
O placar já indica a cassação do pedetista, mas o resultado do julgamento ainda não é definitivo. Ainda há a possibilidade de um dos ministros pedir vista do processo até o final da sessão desta terça-feira, para ter mais tempo para analisar o caso. Além disso, os magistrados podem mudar seu voto até o fim do julgamento.
Lago e Porto são acusados de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Os ministros ainda devem decidir se a segunda colocada na eleição daquele ano, senadora Roseana Sarney (PMDB), vai tomar posse no cargo caso confirmada a cassação do governador.
O julgamento da cassação de Jackson Lago foi retomado nesta noite após ter sido interrompido por duas vezes. Em dezembro do ano passado, o relator do processo, Eros Grau, havia votado pela cassação dos mandatos de Lago e Porto, antes de o ministro Felix Fischer pedir vista do processo. Já em fevereiro, a análise foi interrompida porque o ministro Joaquim Barbosa se declarou impedido de participar do julgamento.
saiba mais
TSE remarca julgamento da cassação de Jackson Lago para o dia 3 de março TSE adia novamente julgamento do processo de cassação de Jackson Lago TSE adia mais uma vez decisão sobre futuro de Jackson Lago
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Assim, Ricardo Lewandowski substituiu Barbosa na sessão desta noite. Por isso, o julgamento precisou ser “renovado”. O relator teve de ler novamente seu voto, assim como os advogados de acusação e defesa voltaram a fazer suas sustentações orais.
Acompanharam o voto do relator, os ministros Lewandowski, Felix Fischer e Fernando Gonçalves. Ainda devem votar Marcelo Ribeiro, Arnaldo Versiani e o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto.
Acusações
O advogado da coligação de Roseana, Heli Lopes Dourado, acusou o grupo liderado pelo então governador José Reinaldo de ter desviado R$ 806 milhões de convênios para a “compra de eleitores”. “Não se tem na Justiça eleitoral algo parecido. Tudo começa quando o governador José Reinaldo rompe a parceria de 30 anos com seus aliados [o grupo de Sarney]”, disse em plenário, no dia 18 de dezembro.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Sessão do TSE em que foi julgado o pedido de cassação do mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Nesta terça, Dourado voltou a acusar Reinaldo e Jackson Lago de terem “saído pelo interior do Maranhão” fazendo comício e assinando convênios. Também advogado da coligação de Roseana, o ex-ministro do TSE Sepúlveda Pertence acusa que o governador por “armações” durante a campanha. “Houve multiplicação de convênios como arma eleitoral da campanha”, disse.
As defesas do governador e do vice, por sua vez, negaram as acusações. O advogado Francisco Rezek, também ex-ministro do TSE, considera que o processo hoje analisado não é de “cassação, mas de usurpação”. “Jackson Lago não tem poder econômico, não tem feudo, não tem concessões de rádio, de televisão”, afirmou. Ele também acusou os adversários de apelarem a uma “prática surrada e conhecida de vencer juízes pelo cansaço”.
Também advogado de Lago, Eduardo Alckmin, credita as suspeitas contra seu cliente “à oligarquia do Maranhão, que não se conforma com os resultados das urnas”, se referindo ao grupo Sarney. “Eles ficaram no campo da cogitação, mas demonstração efetiva [de irregularidades] não se fez. Como aceitar uma mera presunção?”, questionou Alckmin.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1026484-5601,00-MAIORIA+DOS+MINISTROS+DO+TSE+VOTA+PELA+CASSACAO+DE+JACKSON+LAGO.html
domingo, 1 de março de 2009
Gastou com o quê?
Um governo com a legitimidade questionada deveria ter no mínimo alguma preocupação em dar transparência a seus atos e, principalmente, às informações mais importantes da sua contabilidade. Deveria informar ao cidadão os montantes recebidos do contribuinte para aplicá-los no seu programa de ação. Mas, infelizmente, não é o que acontece com o governo do PDT liderado pelo governador Jackson Lago.
O atual governador seguiu a linha do seu antecessor: escondeu números. Ninguém sabe quanto o governo recebe nem quanto gasta. Salvo o que vem para o Maranhão em transparências federais garantidas pela Constituição da República - Fundo de Participação dos Estados, IOF, Fundeb, Lei de Compensação, Cide e Fex -, já que os valores são mensalmente liberados via internet pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Por esses caminhos, a coluna buscou os números, fez as contas e descobriu que em 25 meses de existência sub judice, o governador Jackson Lago administrou R$ 6.503.378.434,45 - isso mesmo, mais de 6,5 bilhões -, o que representou uma média mensal de R$ 260.135.137,37. Em 2007 foram R$ 2.826.962.503,43, enquanto em 2008 o volume saltou para R$ 3.387.999.746,41, ou seja, R$ 561 milhões a mais. Dessa bolada bilionária, R$ 835,6 milhões foram recursos do Fundeb destinados à educação, o que representou uma média de R$ 33,1 milhões, dinheiro suficiente para pagar integralmente a folha de todo o setor educacional do Maranhão, com sobra para custeio e outras despesas do setor educacional.
Outro segredo guardado a sete chaves é o valor do ICMS e outros tributos cobrados pelo Estado. Uma fonte informal da Secretaria da Fazenda revela que o valor médio arrecadado mensalmente alcança R$ 200 milhões. Isso significa que nestes 25 meses o governo embolsou R$ 5 bilhões, o que, somado com as transferências federais, totaliza R$ 11,5 bilhões nos últimos 25 meses.
Vale então perguntar: o que foi feito com tanto dinheiro?
O atual governador seguiu a linha do seu antecessor: escondeu números. Ninguém sabe quanto o governo recebe nem quanto gasta. Salvo o que vem para o Maranhão em transparências federais garantidas pela Constituição da República - Fundo de Participação dos Estados, IOF, Fundeb, Lei de Compensação, Cide e Fex -, já que os valores são mensalmente liberados via internet pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Por esses caminhos, a coluna buscou os números, fez as contas e descobriu que em 25 meses de existência sub judice, o governador Jackson Lago administrou R$ 6.503.378.434,45 - isso mesmo, mais de 6,5 bilhões -, o que representou uma média mensal de R$ 260.135.137,37. Em 2007 foram R$ 2.826.962.503,43, enquanto em 2008 o volume saltou para R$ 3.387.999.746,41, ou seja, R$ 561 milhões a mais. Dessa bolada bilionária, R$ 835,6 milhões foram recursos do Fundeb destinados à educação, o que representou uma média de R$ 33,1 milhões, dinheiro suficiente para pagar integralmente a folha de todo o setor educacional do Maranhão, com sobra para custeio e outras despesas do setor educacional.
Outro segredo guardado a sete chaves é o valor do ICMS e outros tributos cobrados pelo Estado. Uma fonte informal da Secretaria da Fazenda revela que o valor médio arrecadado mensalmente alcança R$ 200 milhões. Isso significa que nestes 25 meses o governo embolsou R$ 5 bilhões, o que, somado com as transferências federais, totaliza R$ 11,5 bilhões nos últimos 25 meses.
Vale então perguntar: o que foi feito com tanto dinheiro?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Jackson novamente contra a cultura do Maranhão proíbe o fofão
Bom Dia Brasil
Sexta-feira, 20/02/2009
O "fofão" é uma das figuras mais tradicionais das comemorações maranhenses. A figura foi inspirada nos carnavais de salão da Europa. A proibição já afeta o trabalho de artesãos.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Papagaio come milho, periquito leva a fama.
Obras do PAC em Imperatriz continuam, afirma secretário
Ao contrário do que foi noticiado e até criticado, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Imperatriz continuam. A afirmação foi feita ontem pelo engenheiro e secretário de Infraestrutura, Roberto Alencar, em entrevista à Mirante AM.
Segundo o secretário, as obras continuam, mas em ritmo mais lento em decorrência das fortes chuvas que têm caído sobre a cidade nos últimos dias. Estão em construção, pelo projeto, a urbanização do Bacuri de cima (BR-010 à Vila Cafeteira) e as quatrocentas casas no Residencial Recanto Universitário.
“Inclusive, gostaria de adiantar ainda que em reunião hoje (ontem) pela manhã com a equipe da Caixa Econômica responsável pelo acompanhamento do projeto em Imperatriz, ficou definido que as obras serão acompanhadas, a partir de agora, por um técnico especializado que ficará unicamente com este projeto. Antes, o responsável pelo acompanhamento tinha que se dividir entre Imperatriz e São Luís, o que acabava prejudicando. Agora, será um para cada cidade”.
O titular da pasta acrescentou que, logo após o carnaval, será publicado edital para a contratação de uma empresa para a elaboração do projeto do Bacuri de baixo (BR-010 à Beira-Rio), cujos valores - na ordem de R$ 20 milhões - foram conseguidos pela senadora Roseana Sarney a título de fundo perdido. “Devemos, por questão de justiça, destacar que estes recursos foram conseguidos pela senadora Roseana, pois anteriormente seria por empréstimo, o que iria onerar os cofres do município. Agora, virá como fundo perdido”.
Logo após a contratação da empresa, serão iniciadas as articulações no sentido de que até o mês de abril seja concluído e apresentado em Brasília para a assinatura do convênio e liberação dos recursos para o início das obras do novo Bacuri. “É importante afirmar que estamos dentro dos prazos e vamos correr para que em abril possamos concluir tudo e assinar os convênios, pois a intenção do prefeito Madeira é iniciar ainda este ano as obras. Já estive com a construtora responsável pelas casas, pedi aceleração nos serviços e recebi a garantia de que irá contratar mais pessoal para finalizar os serviços”, comentou.
Para o início destes serviços, deverá ser concluída a construção das quatrocentas casas do residencial Recanto Universitário, destinadas às famílias que moram às margens do riacho Bacuri. “Como acreditamos, até o meio do ano estarão concluídas as obras deste residencial, que é essencial para o início do novo projeto. Ainda este ano vamos começar o Bacuri de baixo”.
Tanto os recursos para a primeira etapa do PAC como os da nova etapa, já estão alocados. Mais de 80 milhões de reais estarão à disposição da prefeitura de Imperatriz. A liberação é feita pela Caixa Econômica Federal a cada medição e direto com as empresas responsáveis pelas obras. (Willian Marinho)
http://www.oprogresso-ma.com.br/progresso1.html
Ao contrário do que foi noticiado e até criticado, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Imperatriz continuam. A afirmação foi feita ontem pelo engenheiro e secretário de Infraestrutura, Roberto Alencar, em entrevista à Mirante AM.
Segundo o secretário, as obras continuam, mas em ritmo mais lento em decorrência das fortes chuvas que têm caído sobre a cidade nos últimos dias. Estão em construção, pelo projeto, a urbanização do Bacuri de cima (BR-010 à Vila Cafeteira) e as quatrocentas casas no Residencial Recanto Universitário.
“Inclusive, gostaria de adiantar ainda que em reunião hoje (ontem) pela manhã com a equipe da Caixa Econômica responsável pelo acompanhamento do projeto em Imperatriz, ficou definido que as obras serão acompanhadas, a partir de agora, por um técnico especializado que ficará unicamente com este projeto. Antes, o responsável pelo acompanhamento tinha que se dividir entre Imperatriz e São Luís, o que acabava prejudicando. Agora, será um para cada cidade”.
O titular da pasta acrescentou que, logo após o carnaval, será publicado edital para a contratação de uma empresa para a elaboração do projeto do Bacuri de baixo (BR-010 à Beira-Rio), cujos valores - na ordem de R$ 20 milhões - foram conseguidos pela senadora Roseana Sarney a título de fundo perdido. “Devemos, por questão de justiça, destacar que estes recursos foram conseguidos pela senadora Roseana, pois anteriormente seria por empréstimo, o que iria onerar os cofres do município. Agora, virá como fundo perdido”.
Logo após a contratação da empresa, serão iniciadas as articulações no sentido de que até o mês de abril seja concluído e apresentado em Brasília para a assinatura do convênio e liberação dos recursos para o início das obras do novo Bacuri. “É importante afirmar que estamos dentro dos prazos e vamos correr para que em abril possamos concluir tudo e assinar os convênios, pois a intenção do prefeito Madeira é iniciar ainda este ano as obras. Já estive com a construtora responsável pelas casas, pedi aceleração nos serviços e recebi a garantia de que irá contratar mais pessoal para finalizar os serviços”, comentou.
Para o início destes serviços, deverá ser concluída a construção das quatrocentas casas do residencial Recanto Universitário, destinadas às famílias que moram às margens do riacho Bacuri. “Como acreditamos, até o meio do ano estarão concluídas as obras deste residencial, que é essencial para o início do novo projeto. Ainda este ano vamos começar o Bacuri de baixo”.
Tanto os recursos para a primeira etapa do PAC como os da nova etapa, já estão alocados. Mais de 80 milhões de reais estarão à disposição da prefeitura de Imperatriz. A liberação é feita pela Caixa Econômica Federal a cada medição e direto com as empresas responsáveis pelas obras. (Willian Marinho)
http://www.oprogresso-ma.com.br/progresso1.html
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
13 são resgatados de fazenda de deputado Antônio Bacelar (PDT)
Trabalho Escravo
SÃO LUÍS - Durante 36 dias, a casa de 13 pessoas -incluindo duas mulheres, uma delas com seu filho de quatro anos, foi um curral na Fazenda São Domingos, de propriedade do deputado estadual Antônio Bacelar (PDT), membro da Assembléia Legislativa do Maranhão. A propriedade fica no povoado São Domingos, a 8 km do centro de Coelho Neto.
O grupo, submetido a condições análogas à escravidão, foi encontrado por fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE). Para surpresa do auditor fiscal Carlos Henrique - que coordenou a ação -, as pessoas, literalmente, dormiam com animais. “Esta foi a pior situação que eu já vi durante todos estes anos de fiscalização”, definiu o auditor. A fiscalização ocorreu entre 19 e 30 de janeiro.
Nenhuma adaptação foi feita no curral: as redes e os pertences das pessoas ficavam espalhados. Sem proteção lateral, os funcionários estavam sujeitos a todo tipo de intempéries. “O vento levava um cheiro insuportável de fezes dos animais”, relatou Carlos Henrique.
Os funcionários foram aliciados em Codó por um “gato” (aliciador de mão-de-obra), para trabalhar no chamado “roço da juquira” (limpeza para formação de pasto). No momento do aliciamento, o aliciador ‘adiantou’ R$ 100,00 para as famílias dos trabalhadores. “Os funcionários trabalharam mais de um mês sem receber nada e ainda estavam devendo para o patrão”, contou o auditor. A dívida impedia a saída dos empregados. Mas, antes da chegada da fiscalização, 7 pessoas preferiram pagar para terem sua liberdade e deixaram a fazenda.
Higiene
A alimentação era composta de café, arroz, feijão e farinha, preparados dentro do próprio curral, em um fogareiro improvisado. A água era de um poço que não tinha tampa e não recebia nenhum tratamento. Para a higiene pessoal, os funcionários contavam apenas com um açude, onde também pescavam para se alimentar, já que normalmente faltava comida. “O gado também utilizava o açude”, ressaltou Carlos Henrique. O deputado não assinou a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos empregados e nem forneceu equipamentos de proteção individual (EPIs).
Além dos 13 libertados, ainda havia uma vaqueira, que estava no local há 1 ano e 6 meses. “No caso dela, a carteira de trabalho foi assinada com data retroativa e ela permaneceu no local, pois não morava no alojamento com as outras pessoas”, explicou o auditor fiscal. No fim da fiscalização, o empregador pagou em torno de R$ 1.000,00 para cada trabalhador e eles receberam as guias para seguro-desemprego do trabalhador libertado. Foram lavrados 9 autos de infração pelas irregularidades encontradas.
Outro conflito
O deputado estadual Antônio Bacelar, que faz parte do mesmo partido do ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego), também está envolvido no conflito fundiário na Comunidade de Mata Virgem, em Codó. Segundo denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Maranhão, a Polícia Militar, a pedido do político, entrou nas residências de moradores para fazer busca, causando transtornos, em novembro de 2008. A comunidade de agricultores está estabelecida no local há mais de 30 anos.
Existem três processos administrativos com a finalidade de desapropriação da área, além de um processo para apurar se o território é ou não quilombola. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a comunidade convivia pacificamente com o antigo proprietário das terras, Martinho Ximenes Santos, falecido em 2001. A partir de então começaram a surgir os conflitos, inicialmente com seu filho, Luiz Antônio Sousa Barros. O Estado tentou contato com o deputado Antônio Bacelar, mas não obteve êxito.
SÃO LUÍS - Durante 36 dias, a casa de 13 pessoas -incluindo duas mulheres, uma delas com seu filho de quatro anos, foi um curral na Fazenda São Domingos, de propriedade do deputado estadual Antônio Bacelar (PDT), membro da Assembléia Legislativa do Maranhão. A propriedade fica no povoado São Domingos, a 8 km do centro de Coelho Neto.
O grupo, submetido a condições análogas à escravidão, foi encontrado por fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE). Para surpresa do auditor fiscal Carlos Henrique - que coordenou a ação -, as pessoas, literalmente, dormiam com animais. “Esta foi a pior situação que eu já vi durante todos estes anos de fiscalização”, definiu o auditor. A fiscalização ocorreu entre 19 e 30 de janeiro.
Nenhuma adaptação foi feita no curral: as redes e os pertences das pessoas ficavam espalhados. Sem proteção lateral, os funcionários estavam sujeitos a todo tipo de intempéries. “O vento levava um cheiro insuportável de fezes dos animais”, relatou Carlos Henrique.
Os funcionários foram aliciados em Codó por um “gato” (aliciador de mão-de-obra), para trabalhar no chamado “roço da juquira” (limpeza para formação de pasto). No momento do aliciamento, o aliciador ‘adiantou’ R$ 100,00 para as famílias dos trabalhadores. “Os funcionários trabalharam mais de um mês sem receber nada e ainda estavam devendo para o patrão”, contou o auditor. A dívida impedia a saída dos empregados. Mas, antes da chegada da fiscalização, 7 pessoas preferiram pagar para terem sua liberdade e deixaram a fazenda.
Higiene
A alimentação era composta de café, arroz, feijão e farinha, preparados dentro do próprio curral, em um fogareiro improvisado. A água era de um poço que não tinha tampa e não recebia nenhum tratamento. Para a higiene pessoal, os funcionários contavam apenas com um açude, onde também pescavam para se alimentar, já que normalmente faltava comida. “O gado também utilizava o açude”, ressaltou Carlos Henrique. O deputado não assinou a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos empregados e nem forneceu equipamentos de proteção individual (EPIs).
Além dos 13 libertados, ainda havia uma vaqueira, que estava no local há 1 ano e 6 meses. “No caso dela, a carteira de trabalho foi assinada com data retroativa e ela permaneceu no local, pois não morava no alojamento com as outras pessoas”, explicou o auditor fiscal. No fim da fiscalização, o empregador pagou em torno de R$ 1.000,00 para cada trabalhador e eles receberam as guias para seguro-desemprego do trabalhador libertado. Foram lavrados 9 autos de infração pelas irregularidades encontradas.
Outro conflito
O deputado estadual Antônio Bacelar, que faz parte do mesmo partido do ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego), também está envolvido no conflito fundiário na Comunidade de Mata Virgem, em Codó. Segundo denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Maranhão, a Polícia Militar, a pedido do político, entrou nas residências de moradores para fazer busca, causando transtornos, em novembro de 2008. A comunidade de agricultores está estabelecida no local há mais de 30 anos.
Existem três processos administrativos com a finalidade de desapropriação da área, além de um processo para apurar se o território é ou não quilombola. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a comunidade convivia pacificamente com o antigo proprietário das terras, Martinho Ximenes Santos, falecido em 2001. A partir de então começaram a surgir os conflitos, inicialmente com seu filho, Luiz Antônio Sousa Barros. O Estado tentou contato com o deputado Antônio Bacelar, mas não obteve êxito.
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